quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Neymar x Messi x Cristiano Ronaldo

                              
O Mundo do futebol tem alimentado um debate que gira em torno de uma comparação entre os três melhores jogadores da atualidade (Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar), os quais disputaram a última edição da bola de ouro da FIFA.

No final de 2015, antes da premiação disputada pelos mesmos, o Jornal Marca, de Madri, publicou uma reportagem fazendo um comparativo dos astros aos 23 anos. Neymar, após disputar 317 jogos, havia marcado 183 gols (média de 0,57 gols por jogo). Messi, em 2010, havia jogado 268 partidas e feito 150 gols (média de 0,55 por jogo). E Cristiano Ronaldo, em 2008, já tinha disputado 327 jogos e balançado as redes por 118 vezes (média de 0,36 gols por jogo).

Muitas outras comparações já foram feitas e outras ainda serão realizadas. Se tomarmos como base a atual temporada (2015/2016) Neymar apresenta, após 31 jogos, 23 gols, 13 assistências e 5 pênaltis sofridos. Já Messi disputou 27 partidas, marcando 23 gols, prestando 11 assistências e recebendo 4 pênaltis. Enquanto Cristiano Ronaldo jogou 32 partidas, fazendo 34 gols e 11 assistências.

De outro giro a estatística não se apresenta como a única opção comparativa. Para a torcida também conta os dribles, o poder de decisão, a importância para a equipe, entre outras avaliações, a depender do observador.

Verdade é que os Europeus quase sempre "esquecem" de colocar na disputa os craques que atual no futebol Sul Americano ou outro continente que não seja o Europeu, assim já fizeram com grandes jogadores que tiveram a maior parte da carreira fora do referido centro. Entre eles podemos lembrar de Zico, Reinaldo, Renato Gaúcho, Edmundo e outros. Antes do futebol de Neymar desembarcar no Velho Continente muitos ainda "torciam o nariz" para seus feitos, mas nada que 2 temporadas não fizessem o Mundo mudar de opinião.

Contudo, os brasileiros já consideram Neymar gênio há muito tempo. A pergunta que fica é quando será eleito o melhor do Mundo?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

No Balcão , com Saraka #1


      Diante da grande abrangência de assuntos aqui da nossa coluna, resolvemos batizá-la de "No balcão com Saraka"  e assim conversaremos sobre futebol, culinária, cerveja,política,outros esportes , dicas de lazer e muito mais. 



BRIGA DOS INFERNOS
      O clima continua quente onde deveria ser gelado e, diga-se de passagem, muito quente! Acontece que a tradicional cervejaria belga Duvel acionou judicialmente a pequenina Deuce ( que é produzida no Brasil mas seu dono também é belga, radicado no Brasil). A gigante alega que a tupiniquim tem garrafa, rótulo, cores e letras muito semelhantes a sua. Além disso, outra “coincidência” é que Duvel significa Diabo no idioma flamengo e Deuce o mesmo, só que em inglês. Faz sentido?

NOVAS POSSIBILIDADES
     Um novo conceito de bebida vem sendo usado , principalmente em cervejarias e  casas especializadas, que é a utilização da velha e boa cerveja em drinks . As combinações utilizam tanto as cervejas claras quanto as escuras e a elas se misturam ingredientes como café, suco de tomate, suco de frutas tropicais, limão e até outras bebidas como o curaçau , licores e espumantes. Pode soar um pouco estranho de início porém a grande possibilidade de combinações pode tornar esta apreciação bem divertida. É só usar a criatividade!
Nas próximas colunas estaremos disponibilizando algumas das mais utilizadas receitas deste seguimento.

E PARA ACOMPANHAR...
     A dica de hoje vai para um tira-gosto não tão comum, mas que vem ganhando suas variações de preparo e , consequentemente, adeptos. Trata-se do coração do boi , parte geralmente esquecida pela maioria e que pode soar como iguaria.
      Uma receita simples e rápida de fazer é combinar cubos de coração bovino com costelinha de porco , tomate seco, cebola, pimentão, cenoura , linguiça calabresa e paio. Basta juntar todos os ingredientes na panela de pressão, acrescentar 1 lata de cerveja escura ou clara (prefiro a escura neste caso) e deixar 40min na pressão. Ao final, acrescente cheiro verde picado a gosto e pimenta do reino. Alguns acrescentam ainda 1 lata de creme de leite fresco. Servir com rodelas de pão francês ou torradas.
      Outra possibilidade é recheá-lo com os mesmos ingredientes , enrolar em papel alumínio e fazer assado na churrasqueira. Incluir queijo tipo cheddar torna a receita ainda mais interessante.

Prove e comprove!

CUTUCADA DA SEMANA
Tantos gringos no meu Botafogo e ninguem fala a língua da bola!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Olhando pra Frente - 07 # 23/02/2106

 # Cachoeira do Escorrega #

As águas de março vêm fechando o verão e que tal ainda nos refrescarmos com um belo banho de cachoeira?
Localizada em Maromba, lugarejo do Distrito de Visconde de Mauá em Itatiaia-Rj, a cachoeira do escorrega é diversão certa para quem a visita. Numa boa caminhada de 30 minutos saindo de Maromba a recompensa é uma divertida escorregada e finalizando num tchibum no Rio Preto, que divide os estados do Rj e Mg. Um banho de água gelada, afinal a cachoeira está localizada a mais de 1500m de altitude. Depois é só pegar o caminho de volta e para quem está ainda com disposição visitar a cachoeira véu de noiva e ter outra vista deslumbrante.



#Fla x Flu de domingo #

Não vamos nos atentar ao jogo em si, porque já vimos as análises nos sites, jornais e programas esportivos. 
Mas o que nos chamou a atenção foi a renda de aproximadamente 2,3 milhões de reais ser quase o valor total atingido no campeonato que é de 2,7 milhões. 
Tirando as despesas e os 10% da taxa da Ferj, Flamengo abiscoitou 60% por ser o vencedor e o flu ficou com 40%.
Assusta ver o Botafogo em cinco jogos levar apenas 8937 torcedores nesses cinco jogos, público que deve melhorar a partir da próxima rodada na qual se disputa o primeiro clássico.


# Carne seca, charque ou carne de sol ? #


O que eu to comendo afinal?

São diferentes ou é tudo a mesma coisa?

A origem é a mesma, a carne de boi, salgada e seca. Mas a forma como é feita e a secagem é que dá a pequena diferença entre os três nomes.

Carne seca: A carne salgada, curada e seca se adiciona o nitrito escorre se a salmoura e seca ao amanhacer. Possui cor uniformee presença do sal é suavizada.

Charque: O charque já possui dois tipos mais comuns de salga, a seca e a úmida. A adição de sal varia entre 12 e 24h e há a ressalga. A carne é colocada para descansar por dessecação.
Tanto a carne seca e o charque hoje são feitos por processos industriais com fiscalização sanitária.

Carne de sol: Já é um processo artesanal onde a carne é salgada e colocada diretamente ao sol para secar.


# Pra harmonizar #


Altamente versátil a carne seca pode ser base de recheios, croquetes ou como estrela principal de um prato.
E lógico que cai bem com uma cerveja gelada acompanhando. E nossa dica de harmonização é a IPA. E a IPA escolhida pela coluna é a Terezópolis Jade, porque essa a escolha?
 A Terezópolis Jade tem um excelente custo benefício e facilidade de ser encontrada.


# Perguntinhas #


- Robinho emplaca no galo ?

- São Paulo avança na Libertadores?

- Quem cai primeiro? David, Marcelo Oliveira ou Eduardo Batista?

- Algum clube além da Ferj sairá lucrando no Estadual?

# A bola da vez é a liga da América #

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Na meiuca # 9: "O silêncio que precede o esporro!"



"Poucas instituições serão tão abrangentemente nacionais quanto o Flamengo - a Igreja Católica, sem dúvida, é uma delas, e, talvez o jogo do bicho. E olha que o Flamengo não promete a vida eterna e nem o enriquecimento fácil. Ao contrário, às vezes mata de enfarte e, quase sempre, só dá despesa. Mas uma coisa ele tem em comum com a religião e o bicho: a Fé! Por onde vai, o Rubro-Negro arrasta multidões fanatizadas. Há quem morra com o seu nome gravado no coração, a ponta de canivete. O Flamengo tornou-se uma força da natureza e, repito, no Flamengo venta, chove, troveja, relampeja. Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante ou por um dia." (Nelson Rodrigues)


750 milhões de reais em dívidas! 212 milhões de reais anual em receitas! Cerca de 550 ações trabalhistas! Ameaça de exclusão do Ato Trabalhista e da Timemania por inadimplência! Ausência de patrocínio máster na camisa! Sem um CT com estrutura ideal para se trabalhar ou cuidar de seus atletas! Ausência de certificado de clube formador! Esportes olímpicos com déficit anual de 17 milhões de reais!

Pois bem, esse o cenário encontrado no Flamengo pelo presidente Bandeira de Mello e toda sua equipe, em janeiro de 2013.

Três anos se passaram desde então e as coisas ainda não mudaram como o torcedor mais apaixonado gostaria. Afinal, a ele importa “apenas” o resultado obtido dentro de campo.  E esses três anos não foram dos melhores nesse aspecto.

Com exceção à improvável conquista da Copa do Brasil de 2013, que garantiu participação na Libertadores de 2014 (vergonhosa, diga-se de passagem), o futebol do clube da Gávea acumulou fracassos tanto nos campeonatos disputados como nas contratações realizadas.  O que provocou e provoca zoações dos rivais e, por consequência, mina a paciência, principalmente, daqueles que deixam a emoção falar mais alto.

Porém, ao final do primeiro mandato dessa tão falada, elogiada e premiada gestão, o que realmente mudou no Flamengo, capaz de criar uma expectativa boa no seu torcedor? Qual o cenário atual do clube? E por que se animar com o que está por vir?

Analisando os números publicados e amplamente divulgados nos sites mais importantes de esporte, é possível perceber que se o Flamengo não é hoje uma potência, está bem próximo de se tornar. E a grande sacada dessa diretoria foi colocar o dedo na ferida. Para arrumar o clube era necessário esquecer momentaneamente os investimentos que deveriam ser feitos no futebol e, ainda por cima, tirar cada centavo conseguido através dele para sanear dívidas. Absurdo? Os números mostram que não.

Em dezembro de 2015 o Flamengo divulgou um balanço de como o clube se encontrava, o que permite ver tamanha discrepância e o quanto seus gestores estavam com a razão.

463 milhões de reais em dívida (redução de 287 milhões).  350 milhões de reais em receitas (aumento de 138 milhões).  60 ações trabalhistas (redução de 490 processos). Crédito de alguns milhões de reais com o TRT como garantia de cumprimento ao Ato Trabalhista. Esportes olímpicos autossustentáveis.  Certificado de clube formador. Adesão ao Profut. Programa de sócio-torcedor mais rentável do país com mais de 60 mil sócios e uma receita anual superior a 30 milhões de reais. Patrocínio máster de 25 milhões de reais da Caixa e uma camisa avaliada em mais de 70 milhões de reais (patrocinadores e fornecedor).

Certamente aquele mesmo torcedor apaixonado, citado anteriormente, ao ler o parágrafo acima dirá: “Beleza, esses números são legais, mas eu quero é time bom! Quero título!”

Como rubro-negro, concordo.  E por ser um torcedor mais razão que emoção (pelo menos na maior parte do tempo), também discordo.  Discordo por saber que o Flamengo precisaria fazer um dia o que está fazendo agora.  Discordo por não querer o Flamengo um ano arrebentando e outro ameaçado de rebaixamento. Discordo por acreditar que a conta das gestões anteriores chegaria e que foi muita sorte chegar para quem estava disposto a pagá-la.  Mais do que recuperar o clube Flamengo, esses “caras” vem recuperando o prestígio e a credibilidade do Flamengo.

Hoje, com o aumento das receitas, com a dívida reduzida e controlada, com a diminuição de penhoras e parcelamentos a longo prazo, a diretoria finalmente começa a ter dinheiro em caixa para fazer os investimentos pretendidos, em especial no futebol.  Aliás, esse é o projeto e a proposta para o triênio 2016/2017/2018. Montar um time forte, além de reformar e modernizar o Ninho do Urubu. 

E qual motivo eu teria para duvidar, diante do que foram capazes de fazer durante os três primeiros anos?

Enfim, penso estar chegando o momento em que o Flamengo será tão grande como acredita o seu mais apaixonado torcedor.  E se a razão dele, ainda que em um único momento, superar a emoção, certamente conseguirá enxergar que essa “geração do Bandeira” é a melhor que o clube já teve depois daquela “geração do Zico”.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Hitler Nunca Vencerá Jesse Owens

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PERSONAGEM DA SEMANA

     Na semana após mais uma vitória rotineira em cima de seu arquirrival, nada mais natural que o personagem da semana fosse um dos jogadores do Gigante da Colina.

     Talvez Nenê, o melhor jogador do futebol brasileiro na atualidade. Ou o zagueiro Rodrigo, um monstro que não se intimida com guerreiro nenhum. Ou Rafael Vaz, que saiu do banco e fez o gol da vitória aos 45 do segundo tempo.
Mas, não. O “personagem da semana” é o imponente, quase centenário e a principal resposta ao preconceito no futebol brasileiro em todos os tempos.

     Em uma tarde fria de 14/04/1895, na Várzea do Campo, em São Paulo, Charles Miller reuniu alguns amigos ingleses e filhos de europeus e realizou a considerada primeira partida de futebol no Brasil.

      Posteriormente, até a década de 20, o football era disputado por uma elite, inclusive no Rio de Janeiro. Até então, os brancos, bem nascidos e frequentadores de clubes, disputavam o Campeonato Carioca dominado por Flamengo, Fluminense e Botafogo, todos com sedes na Zona Sul da cidade.
Na vanguarda da história, em 1923 um time de futebol criado por pequenos comerciantes portugueses e luso-descendentes, composto por jogadores operários, negros, mulatos e analfabetos, recrutados nos subúrbios, ascende para a primeira divisão do Campeonato Carioca.

     Logo no primeiro ano, o time comandado pelo uruguaio Ramón Platero conquista o título e a ira dos playboys da Zona Sul, que não admitiam tal afronta. Imagino que a indignação dos “queridinhos” foi a mesma que Adolf Hitler sentiu ao vislumbrar Jesse Owens, um neto de escravos, vencer em pleno solo alemão as provas de atletismo nos 100 m, 200 m e 4x100 m.

   Com medo do bicampeonato, os “brancos” abandonaram a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), tendo deixado o Campeão do ano anterior de fora.

     No entanto, por serem “guardiões da moral”, permitiram que o então campeão disputasse o Campeonato pela nova Liga. Só que teve uma condição: a dispensa dos doze atletas negras de “profissões duvidosas”.
Diante da ofensa, o presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, José Augusto Prestes envia para a AMEA a carta conhecida como “resposta histórica”, que deveria ser estudada nas escolas, com o seguinte teor:

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Rio de Janeiro, 7 de Abril de 1924.
Ofício nr. 261
 
Exmo. Sr. Dr. Arnaldo Guinle
M.D. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos

As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação a que V.Exa tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama numa tal situação de inferioridade, que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados.
Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma por que será exercido o direito de discussão e voto, e feitas as futuras classificações, obrigam-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.
Quanto à condição de eliminarmos doze (12) dos nossos jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos consócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.
Estamos certos que V.Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se à AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro de 1923.
São esses doze jogadores jovens, quase todos brasileiros, no começo de sua carreira e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles, com tanta galhardia, cobriram de glórias.
Nestes termos, sentimos ter que comunicar a V.Exa. que desistimos de fazer parte da AMEA.
Queira V.Exa. aceitar os protestos de consideração e estima de quem tem a honra de se subscrever, de V.Exa. At. Vnr. Obrigado.
(a) Dr. José Augusto Prestes.
Presidente (fonte: wikipedia)

     Um dos argumentos para exclusão do time que treinava e jogava em um campo no Andaraí, que depois se tornou campo do América – RJ e posteriormente o Shopping Iguatemi, era o fato do time não possuir um estádio.

     Começa ali uma campanha de união entre os torcedores, que em pouco tempo arrecadaram Cr$ 690.895,00. Com tal quantia, adquiriram um terreno de 65.445 m² em São Cristóvão e depois de nova campanha, iniciaram a construção do personagem da semana, inaugurado em 21/04/1927, tendo permanecido como o maior da América Latina durante anos.

     Passados 92 (noventa e dois) anos, dois dos principais personagens da vergonhosa história de 1924 somente mudam o nome da Liga. Como se não bastasse a tentativa de enfraquecimento ainda maior dos times pequenos e do Campeonato Carioca, novamente utilizam os “isentos” veículos de imprensa para defenderem a “moralidade”.

     Sem a subserviência do Club de Regatas Vasco da Gama, tendo em vista a impossibilidade de utilização dos dois maiores estádios da cidade do Rio de Janeiro, o time da Gávea estava ciente que a partida do dia 14/02/2016 seria realizada no estádio que foi palco da leitura da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), teve final de Libertadores, Copa do Brasil, milésimo gol do Romário, incluso em 2002 por um canal especializado como um dos melhores do mundo para se assistir uma partida de futebol e tantas outras glórias que não caberiam no texto.

     Ainda assim, ao se aproximar a data supramencionada, sob pretexto de preocupação com a segurança, o presidente do time que tem um urubu como mascote, tomado pela inveja de quem não tem um estádio, tenta mais uma vez desonrar o Club de Regatas Vasco da Gama.
     
     Desmentido pelo comandante do GEPE e até pelo próprio treinador de sua equipe, o jogo acontece com a normalidade presente em qualquer clássico entre as duas equipes e o resultado também não apresenta surpresas.
Somente resta aos torcedores do time rubro-negro, comentarem sobre supostos pênaltis em partidas anteriores, sem analisar se ocorreram ou não. Contudo, se o pênalti favorável ao time da Gávea ocorreu ou não e se o Macaé teve uma penalidade clara não marcada, não importa.

     Após mais uma aula de futebol, o “chororô” e a inveja contra quem sabe o local em que vai mandar seus jogos desde 1927 não tem fim. No final, graças ao presidente do Clube de Regatas Flamengo, o estádio de São Januário provou mais uma vez que pode receber jogo decisivo contra Corinthians ou clássico contra qualquer rival.


     Obrigado, Flamengo! E tremei, pois se já estava difícil ganhar do Gigante no Maracanã, imagina na Colina Histórica... 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

E COMEÇA O RIO OPEN 2016!

    
      Começou ontem (15) o maior torneio de tênis da América Latina , o Rio Open 2016. O evento que vem crescendo a cada ano recebe desta vez alguns dos nomes mais importantes da ATP como Rafael Nadal (5ºATP) , D. Ferrer(6ºATP) ,J. Tsonga(9ºATP) e o brasileiro T Belucci(30ºATP).

     CHUVA COMPROMETE PROGRAMAÇÃO DO PRIMEIRO DIA DE DISPUTAS
     Fortes chuvas forçaram o adiamento de algumas partidas que seriam disputadas nesta segunda-feira, na abertura do torneio. Entre elas , a do brasileiro Thomaz Bellucci e mais 3 jogos foram passados para esta terça-feira.


     NADAL EM BAIXA
     Maior estrela do evento, o espanhol Rafael Nadal passa por um verdadeiro calvário. Há 1 ano sem disputar finais de Grand Slam, o atleta minimiza os últimos resultados e promete um bom desempenho no torneio. O maior vencedor da história de Roland Garros com 9 triunfos, ele estréia contra seu compatriota Carreno Busta ,nesta terça(16).


 RIVALIDADE QUENTE ENTRE AS GELADAS
      O próximo jogo da seleção canarinho em casa pelas eliminatórias da Copa do Mundo, no dia 25 de março em Recife,  vai aquecer a briga entre as cervejarias Ambev e o grupo Itaipava. Como sabemos, a cervejaria serrana é patrocinadora da arena Pernambuco , dando inclusive nome ao local. Por outro lado , a CBF recebe apoio da Ambev . A matriarca do futebol brasileiro busca alternativas para que nadinha da marca rival apareça nas transmissões.


     AINDA É BRASA
       Quem ainda não despertou totalmente em 2016 é o Botafogo. Dono de uma campanha perfeita até o momento, o time porém não empolga torcida e irrita inclusive o técnico Ricardo Gomes. Totalmente modificado em relação a versão 2015 o time sofre para encontrar um padrão de jogo e precisa fazer grande força para vencer adversários ainda mais fracos. A esperança da vez é o conhecido e experiente meia-atacante Salgueiro que chegou esta semana ao clube. Ao que parece, as melhores cenas no estádio Nilton Santos em 2016 ficarão a cargo das Olimpíadas do Rio.


      POR OUTRO LADO...
      Ainda bem que sempre tem o outro lado da história e em se falando de futebol quase sempre ela é contada pelo Barcelona. No último fim de semana o time catalão aplicou uma sonora goleada de 6x1 no Celta com atuações triunfais do trio Messi-Soares-Neymar. Sem dúvidas já figuram entre os melhores trios de ataque da história do futebol. Ainda bem!


     JÁ O CLÁSSICO CARIOCA...
     Menos mal que as principais cenas de violência foram contra a própria bola. Menos mal!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Olhando para Frente - 06 # 16/02/16


# Barriga de Porco #


Crua, chamamos de barriga, toucinho ou pancetta; Defumada é o tradicional bacon, ou frita é nosso torresmo.
Como diz o ditado, quero emagrecer comendo bacon ou então, torresmo não é coisa de Deus!!!!.
Tradicional na culinária mineira podemos perceber o quanto esse corte suíno é versátil. Sem dúvida é impossível resistir a crocância da pele ao ser mordida. E antes encostada como corte de segunda, a barriga vem encontrando seu espaço nas churrasqueiras, quando servida assada na brasa.
Coma seu torresminho rezando....para que o colesterol esteja bom.


# Já que o assunto é barriga...#


Renato Portaluppi, ou Renato Gaúcho, foi um grande atacante brasileiro nas décadas de 80 e 90. Iniciou sua careira no Grêmio, onde foi campeão mundial em 83 sendo o melhor em campo. Em 85 era o melhor jogador em atividade do futebol brasileiro e titular da seleção nas eliminatórias da copa. Mas na véspera do embarque da seleção para o México, por conta de uma escapada da concentração, foi cortado e ficou fora da Copa. Em 87 foi campeão brasileiro pelo Flamengo, sendo o melhor jogador do Campeonato. Se transferiu para a Europa onde jogou no Roma, voltou ao Brasil e ainda jogou no Botafogo, Fluminense onde em 1995 numa final eletrizante do campeonato carioca contra o Flamengo aos 44 minutos do segundo tempo, faz um gol de barriga decretando a vitória por 3x2 do Flu e o título. Hoje Renato Gaúcho é treinador de futebol, mas se encontra sem clube.


# Um esporte milenar #


 

Cultura, tradição, religião, esse é o sumô. Esporte criado no Japão e na qual está enraizado na cultura deste país oriental. A vestimenta usada pelos lutadores é o Mawashi, para vencer uma luta de sumô, o lutador deve colocar o seu oponente para fora do ringue circular. Apenas no Japão esse esporte é praticado profissionalmente.


# Barrigudinha #

Pra beber sozinho não há melhor. A cerveja de 300ml é o tamanho ideal para o vôo solo. Cracudinha, romarinho, mini saia ou barrigudinha. Sempre gelada e do tamanho ideal.

# Rapidinhas #

- Quando o Flamengo vai ganhar o Vasco ?

- Quando o São Paulo vai ganhar o Corinthians?

- Qual brasileiro é favorito a Libertadores?

- Qual técnico cai primeiro em 2016 ?


# E começou 2016 #


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Sejam bem-vindos... Vascaínos!!!



                                                                                       ("Na minha casa todo mundo é bamba, todo mundo bebe, 
todo mundo samba." - Vascaíno Martinho da Vila)


Vasco e Flamengo se enfrentarão no próximo domingo, em jogo válido pela quarta rodada do Campeonato Carioca de 2016. Até aí tudo normal como acontece todos os anos. Correto? Errado!  Dessa vez o famoso e tradicional clássico dos milhões deverá acontecer em São Januário, estádio do Vasco, em razão, principalmente, da impossibilidade de se utilizar o Maracanã.

E por que digo que “deverá” e não que “acontecerá” em São Januário? Simplesmente porque meia dúzia de pessoas, que provavelmente nem irão ao jogo, resolveram tumultuar ainda mais um campeonato que vem se autodestruindo, seja em parte técnica, organizacional ou financeira.

Às vésperas do jogo, marcado desde o dia 18 de janeiro do corrente ano, o Ministério Público, forçado a agir pela imprensa que tenta minar ainda mais o campeonato, “lembrou” que em 2011 foi celebrado um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – com o Vasco, impedindo a realização de clássicos regionais (neste caso, o próprio TAC traz a definição de que clássico regional seria a partida envolvendo dois dos quatro clubes grandes do futebol carioca).

Aliás, é importante destacar que o Vasco estava impedido de realizar clássicos em São Januário apenas até o dia 31 de dezembro de 2011, conforme item 3.2 do TAC. A previsão de validade do TAC até 31 de dezembro de 2016, como ventilada agora pela mídia, não envolve obrigações do Vasco, mas sim do Município do Rio de Janeiro e do COB – Comitê Olímpico Brasileiro – “com a modernização dos arredores do Estádio de São Januário para os jogos olímpicos”, como previsto no item 3.4, do referido documento.

Agora, alguém consegue me explicar como um TAC celebrado entre Ministério Público e Vasco da Gama referente à utilização de São Januário para clássicos regionais, tendo a CBF como anuente, prevê obras que seriam realizadas em área pública pelo Município do Rio de Janeiro e pelo COB? Se isso tinha algum embasamento, deveria, no mínimo, ter sido mencionado no termo para facilitar o entendimento. Mas, enfim...

A verdade é que, na minha humilde opinião, o Flamengo não quer jogar em São Januário por questões de enfrentamento político e por ter a certeza de que é o único local que enfrentaria o Vasco em um ambiente totalmente desfavorável. E francamente, detesto essas manobras políticas para se obter vantagens no futebol. Algumas medidas e decisões que ultrapassam a fronteira do razoável, só fazem os cidadãos comuns questionarem ainda mais se há ou não “alguma coisa por trás” do nosso amado e violento esporte bretão.

Para reforçar ainda mais o meu descontentamento com essa possibilidade de não haver o jogo pelo tal TAC, o comandante do GEPE – Grupamento Especial de Policiamento em Estádio – veio a público informar que todas as exigências feitas pela Polícia Militar em relação a São Januário foram atendidas.  Nesse mesmo sentido, há informação de que o Corpo de Bombeiros teria liberado a realização da partida. A FERJ, responsável pelo campeonato, vistoriou o estádio e não apresentou qualquer exigência (ok, os “do contra” dirão que a FERJ é parceira política do Vasco... mas e daí? Não é ela que organiza o campeonato? Então é ela que tem que vistoriar e decidir).  Diante dessas situações e, principalmente, desses laudos de aprovação o que mais poderia “exigir” o Ministério Público”?

Voltando à questão do acesso a São Januário, que dizem ser muito ruim pelo fato das ruas serem estreitas, sou obrigado a afirmar que estão querendo exigir do Vasco, agora, o que nem o Estado do Rio de janeiro conseguiu recentemente ao construir o Estádio Nilton Santos (Engenhão): melhorar o acesso nos arredores do estádio. Com todo respeito às opiniões contrárias, quem reclama de acesso a estádio não foi a nenhum outro país a fora.  Eu mesmo já estive em alguns e como torcedor apaixonado já li sobre muitos outros. Nem mesmo as novas arenas recebem tal elogio quando se trata de acesso, conforto e segurança às torcidas visitantes. Vila Belmiro, Barradão, Arena da Baixada, Moisés Lucareli, Arena Corinthians e Allianz Parque são apenas alguns exemplos constantemente citados pela mídia e por torcedores. Uma pesquisa rápida comprovará o que estou dizendo.

Sem maiores delongas desnecessárias, a verdade é que o Vasco tem uma casa. Um estádio tradicional, de grande porte, palco de inúmeros jogos mais importantes e significativos do que este do próximo domingo, utilizado, inclusive, pela tetra campeã Itália para treinamentos durante a copa do mundo de 2014... Torcer o nariz para isso é desrespeitar não apenas a Instituição e sua história, mas o próprio direito do Vasco como mandante da partida por querer jogar em seu estádio. 

Falo de direito por ter sido um termo constantemente utilizado para defender os “torcedores” do Flamengo que querem ir ao jogo. Pois é, se existem direitos, eles devem ser resguardados, mas desde que os de todos e para todos. Essa história de aos amigos tudo e aos inimigos a lei, tem que ter cada vez menos espaço se pretendemos evoluir como sociedade.

Porém, se mesmo após a polícia garantir a segurança dos torcedores do Flamengo, eles se sentirem inseguros, que então não compareçam a São Januário. Até por que, em toda casa algumas pessoas não são bem-vindas mesmo...


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

São Januário é seguro para receber os clássicos cariocas?

                                
   

Final de semana tem clássico na colina. Isso porque, a princípio o jogo entre Flamengo e Vasco ocorrerá em São Januário, devido à impossibilidade de utilização do Maracanã e do Engenhão, tendo em vista as Olimpíadas.

Não é de hoje a discussão sobre a realização de jogos com grande público no estádio localizado em São Cristóvão, onde o estreitamento das ruas prejudica em muito a segurança da partida. Aliás, foi por essa razão, somada a outras estruturais, que o Vasco acabou assinando um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Estadual em que fica proibida a realização de jogos de grande porte, incluindo os clássicos cariocas, na localidade. Sendo certo que esse TAC tem validade até dezembro de 2016.

O atual Presidente Vascaíno, Eurico Miranda, sustenta que todos os requisitos exigidos pelo TAC já foram cumpridos, de forma que a partida poderia ser lá realizada, mas não é essa a visão de outros especialistas a respeito (os quais entendem que o TAC continua em vigor e que as condições de acesso e trafegabilidade ainda seriam o principal problema para a segurança). A favor do argumento Vascaíno serviria o exemplo da partida contra o Corinthians no Campeonato Brasileiro do ano passado (partida de grande apelo, pois o Corinthians poderia se sagrar campeão e o Vasco lutava desesperadamente contra o rebaixamento), em que não houve registro de grandes confusões.

De outro lado, talvez não saia da cabeça do torcedor a épica imagem do desmoronamento do alambrado na final do Brasileiro contra o São Caetano, ou ainda, a última partida jogada contra o Flamengo no mesmo estádio, em outubro de 2005 pelo Campeonato Brasileiro, onde houve grande confusão nas arquibancadas.

Certo é que o jogo entre Flamengo e Vasco não pode ser comparado a uma partida contra o Corinthians, uma vez que a rivalidade já resultou em muitas mortes de torcedores de ambos os lados. De grande relevo para a questão será a utilização da cota mínima para a torcida visitante (de 10% do total), o que por si só já diminui a hipótese de confronto.

Abstraindo a paixão uma pergunta boa para testar a segurança de uma partida lá realizada seria: Quem levaria seu filho para assistir a essa partida? A resposta talvez seja o termômetro do debate.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

É pênalti! Pode chamar o Vasco

                                  
No Campeonato Carioca de 2015 o Vasco jogou 17 partidas e teve 8 pênaltis marcados a seu favor, enquanto nenhum dos outros 3 clubes grandes tiveram mais do que 3 favoráveis aos mesmos.

Estamos na terceira rodada do carioca e o Vasco já coleciona 3 pênaltis a seu favor, evidenciando que a média e o número de pênaltis aumentará.

Será mera coincidência, ou não, o fato do Presidente do Vasco ser o fiel escudeiro do Presidente da FERJ?

O curioso é que em 38 rodadas do Brasileiro do ano passado o time que mais teve pênaltis ao seu favor foram o Santos e Goiás, com 8 marcados, e o Vasco vem em segundo, com 7. Média essa bem menor que a marca cruzmaltina de 1 pênalti por partida no presente carioca, ou de 1 pênalti a cada 2 partidas se levarmos em conta o campeonato do ano passado.

Perguntas que não querem calar:

1)Quantos gols o Nenê fez no Vasco que não foram de pênalti?

2)Qual é a melhor fórmula para um árbitro ajudar algum time? 

3)Qual será a fórmula do Vasco para ter tantos pênaltis a seu favor?

"Vasco e Mangueira: Tradição e Título"

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“O Mais Charmoso do Brasil”

Inspirado em um texto do amigo Ralph Dutra, resolvi escrever sobre a origem da paixão pelo “esporte bretão”.

Sou um rapaz do interior e assim como a maioria dos meninos da minha época, tinha o meu time de coração e discutia de forma sadia por toda Miracema.

Dei sorte de nascer na época em que o time do Itaperuna disputava a primeira divisão do Campeonato Carioca. Desta forma, aguardava ansiosamente pelo jogo do Club de Regatas Vasco da Gama no estádio Jair Bitencourt, para desde 1987 acompanhar o time com meu pai e amigos.

Na cidade vizinha, vi de perto Romário, Tita, Mazinho, Edmundo, Juninho, Felipe, Roberto Dinamite e outros craques. Tenho como fatos marcantes na minha memória, um gol de Roberto Dinamite de cabeça em 1992, dois ou três gols do Jardel de cabeça, um gol em que o folclórico goleiro Pacato tinha a bola perto, mas não contava com a velocidade de Edmundo, que chegou antes, o driblou e fez o gol da virada em um jogo difícil.

Alguns vascaínos da minha cidade se gabavam pelo fato do time ser o único que nunca sequer empatou com o time do Itaperuna, tendo vencido todos os jogos, que não eram fáceis, haja vista que até o Flamengo do Zico já derrapara por lá.

Se tal estatística é verdadeira ou não, pouco me importa. E se os jogos eram épicos e grandiosos no Jair Bitencourt, importa menos ainda. Na minha mente, eram partidas fantásticas e que deixavam em êxtase o menino apaixonado pelo time da cruz de malta.

Certamente, ter a sorte de acompanhar de perto, fazia com que crescesse o amor pelo time e rendia muitas histórias na “Rua do Mercado” e escola, que eram os principais redutos em que discutia, brincava com amigos e dizia que meu time era o melhor.

Com o crescimento, consegui convencer meu pai a me levar no Maracanã. Em Outubro de 1995, me surpreendo com duas passagens da Autoviação 1001, com destino a Niterói, comprada para assistirmos um Vasco x Flamengo.

Me tornei o menino mais feliz do mundo naquele dia. Infelizmente, o ônibus estava com problema na porta do banheiro, parava em todas as cidades e fui acometido com uma febre de mais de quarenta graus. Ao chegar à cidade, na véspera do jogo, a febre não cedia e para piorar, chovia muito, o que fez com que meu pai não me levasse na partida. Frustrado, voltei para Miracema sem assistir no grandioso palco o empate de 1 x 1, com gols de Djair para o Flamengo e Marcelo Carioca para o Vasco.

No ano de 1997, já com 14 anos, mais uma vez fui surpreendido por meu pai, que aceitou me levar ao Maior do Mundo. Era a final da Taça Guanabara contra o Botafogo, que acabou sendo o campeão com um gol de Gonçalves.

Contudo, o placar foi o menos importante. O menino que achava os jogos em Itaperuna grandiosos ficou sem reação ao entrar em um Maraca com 90.000 pessoas. Mesmo com a derrota, saiu cheio de história para contar e sonhava com toda a festa proporcionada por um estádio que ainda tinha alma, fazia brilhar os olhos de todos os apaixonados por futebol e era imponente.

Acho que os “entendedores” de marketing que adoram falar em fim do Carioca, não entendem nada de rivalidade e nem sabem que a paixão do torcedor é o produto mais importante de um clube.

Se os clubes pressionassem a Federação para que o Carioca tivesse menos times disputando a primeira divisão, com os pequenos jogando mais durante o ano e mais jogos decisivos acontecessem, certamente o futebol ganharia.

Mas, enquanto a dupla Fla Flu apenas se interessa em tumultuar um Campeonato em que estão entre os quatro protagonistas, em São Paulo recebem muito mais de cotas de TV e os grandes dão visibilidade aos menores, que faz com que cresçam cada vez mais.

Antes que me perguntem, respondo que sou a favor de acabarem com a FFERJ e a CBF. Só não posso aceitar que apenas mudem os caciques e entreguem as coroas para Perrelinhas, Andrés, Delfins e afins.

Torço que este torneio amistoso sem critério técnico cresça e não acabe com os Estaduais. Pelo contrário. Deve utilizar as colocações nos Campeonatos como critérios para disputa. E por qual motivo, não vi reportagem alguma acerca dos últimos públicos do torneio que já teve quilo de alimento como ingresso? Será que a Globo é boba ao obrigar a dupla colorida a utilizar seus titulares no Carioca? Dezesseis pontos de ibope do Vasco na estreia contra um time pequeno quer dizer alguma coisa?

Sócio Torcedor 

O Vasco após injustificável atraso lançou o seu programa de sócio torcedor, denominado “Gigante”. A administração será da empresa “FutebolCard”, a mesma responsável pelo programa do Palmeiras, considerado o melhor do Brasil.

É a chance do torcedor vascaíno ajudar o clube e ainda contar com diversos benefícios que podem compensar o valor mensal pago. Mais uma vez, a imprensa preferiu dar ênfase a uma declaração do presidente Eurico Miranda, de que não teria direito a voto, pois o brasileiro não sabe votar.

Trata-se de uma lamentável declaração, mas que somente expõe a opinião do dirigente, que não diferencia da dos outros times (inclusive o Flamengo).

Para exercer o direito de voto no Palmeiras é preciso desembolsar R$ 50.000,00 ou R$ 6.000,00, além  de mensalidades que variam entre R$ 70,00 e R$ 130,00.

Para votar no que se diz mais popular, em um dos planos precisa desembolsar R$ 10.350,00 e mensalidades de R$ 109,00. Se não quiser pagar o exorbitante valor de entrada, pode realizar um depósito de R$ 7.200,00 e parcelas de R$ 218,00. Caso não queira pagar significativa quantia de entrada, pode votar com plano de mensalidades no valor de R$ 152,00. Contudo, na última hipótese, somente terá direito a voto se adimplir a quantia durante três anos ininterruptos.

Se a intenção for de se associar ao Vasco com direito a voto, precisa desembolsar R$ 1.500,00 e 13 mensalidades ininterruptas de R$ 60,00. Isso é ser antidemocrático?

Tumultuar o clima na Colina e se desfazer de tudo que parte do clube de São Cristóvão, já faz parte da “isenta” imprensa esportiva brasileira. O que não pode é o torcedor cruzmaltino se deixar levar por isso. Vários planos estarão à disposição a partir do dia 28/03/2016, com preços para todos os bolsos, tanto para o que reside no Rio quanto para o que está longe da Capital.

Somente um clube que possui estádio pode oferecer descontos ou entradas inclusas nos planos para os jogos em casa. Causa espanto planos de times que oferecem tais benefícios sem nem saberem os locais em que jogarão...
Independente de gostar ou não do Presidente, o torcedor não pode se influenciar por quem só quer colocar o Vasco no papel de coadjuvante. Se possui condições, escolha o plano que melhor se encaixe em seu perfil e faça parte da volta por cima do Bi Campeão Carioca de 2016.   

Personagem da Semana

Durante anos, o carnaval carioca se tornou um jogo de interesses, em que as Escolas de Samba vendiam seus enredos e a que investia mais se tornava a campeã.

Eis que em 2016, com a crise que assola o País, as agremiações não receberam vultuosas quantias para se venderem. O que se viu na Sapucaí não foi um desfile pobre. Pelo contrário! Enredos e sambas que não se via durante muito tempo, com Mangueira, Portela, Salgueiro, Unidos da Tijuca e outras escolas empolgando os presentes no sambódromo e telespectadores.

A gafe ficou por conta da Rede Globo, que como já fez no ano passado, cortou grande parte do desfile da primeira a desfilar em cada dia, para não “perder” tempo no “essencial BBB”. Até aí, nenhuma novidade.

Ocorre que, além do atraso no começo da apresentação da Vila Isabel, que trazia a luta e história de Miguel Arraes em seu enredo, deixou de transmitir grande parte de seu desfile final, para mostrar um pré-aquecimento da Salgueiro. Nem mesmo seus apresentadores entenderam.

Com todos os méritos, a Mangueira de Cartola, Jamelão, Chico Buarque e agora de Maria Bethânia, se torna a campeã de 2016. No momento em que a grana fica curta, tradição e escolas que possuem o DNA do samba fazem a diferença.

Viva a Mangueira e a personagem da semana: filha de Dona Canô, irmã de Caetano. Explode coração, Maria Bethânia!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Wallace no centro da polêmica

                              
Essa semana o zagueiro Wallace do Flamengo, que também é o capitão da equipe, protagonizou um lance polêmico. Fez um gol diante do Macaé e optou por não comemorar, o que a imprensa atribuiu a um protesto contra a torcida, a qual tem feito muitas críticas ao jogador, criando até uma campanha "Fora Wallace". (Vale destacar que essa versão se propagou porque o capitão não quis falar nada sobre o lance no dia do jogo)

Em entrevista no Ninho do Urubu o zagueiro disse que não se tratava de protesto, mas uma comemoração contida, tendo em vista uma concentração maior que tem almejado para o presente ano.

De outro lado, aquele velho adágio popular poderia servir de explicação para o lance, onde "uma imagem vale mais do que mil palavras". Quem viu a jogada, e sabe do contexto crítico ao mesmo, pode concluir que houve, no mínimo, um "ato de desabafo", pois o senso comum induz à conclusão que não comemorar um gol (que é a cereja do bolo de uma festa) exige algum acontecimento extraordinário, que no presente caso parece ter sido um "protesto contra as críticas que está recebendo". Uma coisa é certa, e não há o que contestar, a sua atitude foi anormal para uma partida de futebol.

A despeito da questão a torcida do Flamengo tem razão para reclamar, uma vez que o jogador não tem apresentado um bom futebol. Wallace é um zagueiro que surgiu como promessa no Vitória, se transferiu para o Corinthians (onde amargou a reserva), só voltando a titularidade de um time quando mudou-se para o Mais Querido, mas ainda não fez uma sequência de jogos regulares que justifiquem sua condição de "promessa". Embora não seja um zagueiro ruim é no máximo um beque mediano, que pode melhorar seu desempenho ao lado de um zagueiro de alto nível.

E você leitor, concorda ou não com a justificativa dada pelo zagueiro para a polêmica? E o que acha do futebol apresentado pelo jogador?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Olhando para Frente 05 # 02/02/2016


# Ô lê lê, Ô lá lá #

E ele chegou, apesar de ser uma festa pagã espalhada pelo mundo, é no Brasil que o Carnaval vira a festa do povo. Quatro dias de folia, onde o mais humilde vira rei e o milionário vira seu súdito.


# Skindô, Skindô #

E você leitor?

Curte um carnaval ? Ou gosta do feriado para fugir da folia e apenas descansar?
Prefere a agitação do Rio, Salvador ou Olinda? Ou prefere se refugiar no Interior ou num Sítio longe da muvuca?

# Olha a cabeleira do Zezé #

E você fanático pelo futebol, o que vai arrumar no carnaval?
Será que tem futebol na folia?

Claro que tem, e selecionamos algumas partidas para quem não larga da telinha nem no carnaval

Sábado 17h - São Paulo x Água Santa - Paulistão
Sábado 17h - Inter x Ypiranga - Gaúcho
Domingo 09h - Levante x Barcelona - Espanhol
Domingo 14:30h - Chelsea x Manchester United - Inglês
Domingo 17:30h - Granada x Real Madrid - Espanhol
Segunda 17:30 - Real Sociedad x Espanyiol - Espanhol


# Índio quer apito #


Para quem curte outros esportes ainda temos para domingo as 21:00h a final do superbowl.
A temporada regular da Nba com seus jogos diários e os torneios de tênis que não param.

# É samba no pé #


Muitos pensam que não combina. Mas é fácil acharmos atletas e ex atletas caindo na folia.
Júnior, comentarista da globo e ex fla e seleção é figurinha carimbada no desfile da mangueira.
Além dele, Zico, Edmundo, Roberto Dinamite, Roger Flores, Ronaldo e Ronaldinho, sempre batem ponto na Marquês de Sapucaí.
Atletas de outros esportes também figuram no carnaval, as meninas do vôlei e vôlei de praia, os irmãos Hipólito, Júnior Cigano do MMA, Tande do Volêi também curtem a folia.

# Esse ano não vai ser igual aquele que passou... #


Esse tópico era pra falar do estadual do Rio, mas vamos ficar no carnaval mesmo.


# Cidade maravilhosa #


- Qual escola leva o título do carnaval?
- Rio, Recife ou Salvador?
- São Paulo tem carnaval ou é força da Tv Globo pra encaixar sua programação ?
- Samba, frevo ou axé ?


# Nesse carnaval, se beber, não dirija #