segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Olhando para Frente #09 - 29/09/15

# Olhando para trás - Dassaev #


Hoje ao ser atendido num estabelecimento, olhei o crachá do vendedor e estava escrito " Dassaev da Silva " não resisti e perguntei,
- Seu pai era apaixonado por futebol né!!!!

Rinat Dasayev ou Dassaev para nós brasileiros era um goleiro da extinta União Soviética. Disputou três Copas do Mundo (82,86,90). É considerado o sucessor do também soviético Lev Yashin, dito por alguns especialistas o melhor goleiro de todos os tempos.
Dassaev jogou apenas em três times, Astrakhan (da sua cidade), Spartak Moscou e Sevilla. Hoje com 58 anos e passado por problemas de alcoolismo, o ex goleiro é preparador de goleiros do próprio Spartak Moscou.
É o jogador com mais partidas pela União Soviética.


# Feriado mais barato #


Com o dólar batendo os R$4,00, viajar pelo Brasil se torna a opção mais em conta. Apesar da crise no país os pacotes de viagem estão sendo vendidos a toque de caixa. Para amenizar os efeitos, as agências de viagens e hotéis reduziram o preço para este feriado, vejam algumas sugestões:
-  Duas noites em Salvador com aéreo e hospedagem R$899,00 p/ pessoa na decolar.com;
- Natal, pacote de três noites + aéreo por R$1.463,00 no hotel urbano;
- Búzios, três noites no hotel Deck dos Tucuns para duas pessoas, R$ 704,00.

Vamos arrumar as malas ???


# Greve dos Prefeitos #


Nesta segunda, várias Prefeituras do Estado do Rio de Janeiro, resolveram parar os serviços não essenciais a população em protesto contra a diminuição da arrecadação devido a crise.
O interessante que os gastos cortados só afetam a população, pois as mamatas, as licitações superfaturadas, os aspones, e os privilégios eles não cortam.
Quero ver a hora que os eleitores acharem não essenciais os "serviços" prestados desses políticos.


# Já temos um Campeão Brasileiro ? #


Faltando dez rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, o Corinthians aparece com 7 pontos a frente do vice líder Atlético-Mg. Com uma sequência de jogos mais favorável que a do segundo colocado, o timão aparece com 93% de chances de conquistar a taça, segundo os matemáticos.


# Macaé #


Caçula da série B, o Macaé vem arduamente lutando contra o rebaixamento a série C.
Apesar do bom início, onde chegou a figurar no G4, o objetivo traçado para esse ano é a manutenção na segundona.
Segundo o gerente de futebol Gustavo Mendes, disputar a série b não é nada fácil.
- Enfrentamos times tradicionais, com orçamento e cotas televisivas muito superiores a nossa. Nosso projeto é se manter na série B ano que vem, fazermos um bom carioca e melhorar nosso faturamento e aumentar nossa cota de tv.



# Rapidinhas #

- O Vasco escapa?

- O Fla empacou?

- Teremos G4 ou G3 ?

- Eliminatórias: sofrimento ?

# Os buracos nas ruas e estradas é o reflexo dos nossos políticos #



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Bagunça, desmando e desordem: A triste realidade tricolor




Quando foi anunciado o nome de Eduardo Baptista como novo treinador de futebol do Fluminense, juro que fui surpreendido positivamente, mesmo achando que para o momento conturbado que vive o clube, desculpe o jargão, precisaria de um técnico com “culhão”, e não um com apenas um ano e sete meses à frente de uma equipe profissional. Mas, em contrapartida, indicava que a diretoria tricolor continuaria sendo fiel à sua convicção, apostando em novos nomes, novas cabeças, saindo daquela mesmice de nomes como Renato Gaúcho, Celso Roth e Joel Santana, que rondam os bastidores do futebol carioca.

A surpresa infelizmente durou apenas quarenta e oito horas, quando toda a história do possível desmando que assola as laranjeiras veio à tona. De modo a justificar, inclusive, a atual crise na gestão do clube. Pelos boatos, tudo indica que o presidente Peter Siemens e o diretor Mário Bittencourt, logo após a demissão de Enderson Moreira, teriam se reunido primeiramente com Muricy Ramalho. Seria ele o nome preferido para assumir o comando da equipe, desbancando, assim,  outros três possíveis substitutos - Diego Aguirre ex-Internacional, Milton Mendes treinador do Atlético Paranaense e Guto Ferreira atualmente à frente da Chapecoense.

Foram precisas apenas poucas horas para se chegarem a um denominador comum e acertarem o possível retorno do técnico responsável pelo tricampeonato de 2010. O próprio Muricy já teria se antecipado aos fatos e comunicado à direção do canal esportivo ESPN sobre o possível acerto. Uma vez que o rabugento treinador fazia parte de um time de comentaristas do programa Resenha ESPN.

O leitor pode achar que a história a seguir é de caça às bruxas, mas, infelizmente, é verídica e não teve um desfecho positivo, justamente por um mínimo detalhe, ou nem tão mínimo assim, pois esqueceram de comunicar o “acerto” com o novo treinador a quem realmente manda no clube das laranjeiras, Fred. Na atual conjuntura, acredito que ninguém duvide mais do excesso de influência, para não dizer, de poder, que o "cone" da copa de 2014 possui dentro da atual diretoria do Fluminense. Sim, pode acreditar, o Fred vetou a contratação do multicampeão e gabaritado Muricy Ramalho. Técnico que realizou a proeza de ser campeão brasileiro em 2010 pelo clube, com um time que tinha além de Diguinho, uma dupla de zaga formada por Gum e a "Besta Euzébio". Sinceramente, é ou não uma proeza?  Portanto, não seria esse o nome mais indicado para dar jeito a uma das piores zagas do campeonato?

Frequentadores dos bastidores tricolor afirmam que o centroavante teria tido desavenças não superadas com Ramalho, em sua passagem pelo clube. Revelam que Fred não teria aceito as exigências propostas pelo treinado para autorizar sua contratação. Não precisamos nem saber ao certo quais seriam essas exigências para tentarmos, no mínimo, imaginar que o primeiro pedido de Muricy seria autonomia total para tomada de decisões. Exigência suficiente para desagradar o "dono do clube".

Hoje, o clube vive uma inversão de valores, uma política de desmandos, onde um jogador, funcionário do clube, dita as regras do jogo, que, por sinal, estamos perdendo de goleada e dificilmente reverteremos o placar. Seria esse o preço a pagarmos por contar com uma diretoria incompetente, inexperiente e omissa.

Poucos sabem, mas nossos atletas estão completando três meses sem receber direitos de imagem. Não é novidade para ninguém que essa é a maior parcela do vencimento dos jogadores. No entanto, pasmem, os direitos de imagem de Fred são pagos rigorosamente em dia. Único do elenco a ter tal regalia. Por que será?

Diante de tantos boatos e "disse me disse" continuo acreditando que “onde há fumaça, há fogo” e com tantos desmandos vistos até o momento, fica difícil de manter viva a esperança.

Gostaria de perguntar ao mais otimista torcedor tricolor, se ele acredita que Eduardo Baptista tem condições de reverter esse quadro conturbado que vivemos? E mais, teria ele coragem de barrar os medalhões e colocar os meninos de Xerém para jogar? Enfrentaria o capitão do time, colocando-o em seu devido posto? Seria justo, a ponto de escalar apenas os mais preparados fisicamente e tecnicamente na equipe titular? Aguentaria a pressão por não escalar o R10? Conseguiria motivar jogadores que não recebem a totalidade de seus salários há três meses?  Se você acredita que ele seja capaz de tudo isso, gostaria de perguntar ainda, se essas decisões teriam o respaldo da diretoria? Ou algum de vocês acredita que essa novela mudará de capítulo? Irei mais longe, seria esse o preço a pagar para termos Frederico como ídolo?

Volto a afirmar que me surpreendeu positivamente o nome de Baptista, um treinador jovem, que tem a preparação física como sua formação, além da experiência adquirida após comandar as categorias de base de várias equipes. Mas que, infelizmente, ainda não possui "grife" suficiente para servir de escudo para diretoria tricolor frente à crise que assola as Laranjeiras. Resumindo: um bom nome para um momento inoportuno. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Memórias de Torcedor #2 - Brasil e França 1986 -

                     
Copa do Mundo de 1986 - Brasil e França - 

Uma das lembranças mais antigas que tenho de uma partida de futebol remonta ao ano de 1986, quando tinha apenas 6 anos, mas já familiarizado com o mundo da bola, afinal brasileiro e futebol é uma combinação quase que religiosa.

Lembro que todo dinheiro que ganhava eram destinados a ir na padaria para comprar o chiclete ping pong, o qual vinha com figurinhas dos jogadores de futebol que iriam à Copa. Colecionar era inevitável, assim como as rodadas de bafo (jogo de criança que consiste em levantar uma ou mais figurinhas através de um movimento curto e seco com a palma da mão em forma de concha) destinadas a aumentar ou diminuir (de acordo com as vitórias ou derrotas) as figurinhas.

A memória é da partida entre Brasil e França nas quartas de finais da Copa do Mundo. Nessa época a turma do Banerj (composta por amigos de trabalho que sempre se reuniam para beber e jogar futebol, ente eles, cito de cabeça alguns, João Moreno, Jorginho, Genésio, Alvim, Sidinei, Valcir, Pai Jorge, Adilson Dutra, Breninho, Marcos Aurélio, Carlos Henrique, Mário, Farrim, Sebastião, Venilton, Cervejinha, entre outros), da qual meu pai fazia parte, organizava uma concentração para ver os jogos do Brasil na casa de um dos integrantes. Nesse dia o churrasco era na casa do Valcir Leite e havia muita cerveja e comida, além de buzinas, bandeiras e instrumentos musicais. Todos já estavam preparados para participar da tradicional carreata e comemorações após as vitórias, todavia esqueceram de combinar com o França...

Zico era uma das esperanças daquele time, o qual ainda contava com alguns remanescentes de 1982. Todavia, a grave lesão no joelho no ano anterior ainda exigia sacrifícios para o atleta, fazendo com que fosse aproveitado gradualmente nos jogos da seleção. Assim, um dos lances marcantes dessa partida aconteceu após a entrada do craque, que fez um lançamento genial para Branco, que sofreu pênalti. Sócrates era o cobrador da seleção, pois Zico estava voltando de contusão, mas o doutor dá a bola para o galinho bater, que perde a cobrança. Ainda naquele jogo houve lances incríveis, com Sócrates perdendo duas chances claras de gol e as bolas na trave de Muller e Careca. Mas a partida termina empatada e mais uma vez o pênalti vira o assunto do jogo, com Sócrates e Julio César perdendo as cobranças pelo lado do Brasil e Platini perdendo pela França. Talvez a imagem do pênalti batido pelo Francês Bruno Bellone acertando a trave, com a bola voltando nas costas do goleiro Carlos e entrando seja um símbolo da falta de sorte do Brasil na partida.

Porém, minha maior recordação foi uma tremenda dor de cabeça, pois na comemoração de uns dos primeiros gols da disputa derradeira pulei, mas não percebi que o espaço entre o teto da bancada e meu salto não havia distância suficiente, e bati com a cabeça, quando comecei a chorar e fui acudido por todas mães que estavam no local. Enfim, uma tremenda dor de cabeça, um choro e a derrota para França ficaram marcadas em minha memória.

E você leitor, qual a lembrança dessa partida?

Olhando para frente #08 - 22/09/15

# Holambra #

Até o próximo fim de semana, acontece em Holambra-Sp a Expoflora, a maior exposição de flores do Brasil. A coluna esteve presente na cidade e dá nota 10 ao evento e ao lugar. Holambra está a apenas meia hora de Campinas-Sp e foi colonizada por holandeses, por isso o nome Holambra. É referência nacional em produção de flores e sua arquitetura é inspirada nos países baixos, inclusive os tradicionais moinhos holandeses fazem parte da paisagem do local. Sua gastronomia é baseada na culinária da região, sendo usado muitos embutidos e carne suína, os doces holandeses são deliciosos. Não podemos esquecer que a holanda é famosa também por suas cervejas, portanto o nosso leitor vai adorar.


# Chucrute e etc. #

Chucrute, Wurst, Apfelstruder, Eisbein, Kasseler.
Não se assuste, não estamos xingando ninguém, trata-se de: Repolho em conserva, salsichas, torta de maçã, joelho de porco e carré de porco. Isso faz parte da tradicional cozinha alemã. Quem tiver a oportunidade a coluna indica um Eisbein defumado. E para acompanhar uma bela e tradicional Red Ale Alemã.




# Valeu a pena ? #

A chegada de Ronaldinho Gaúcho fez o Fluminense ganhar manchetes no mundo todo. Ações de marketing, venda de camisas e animação da torcida com um time que estava no topo da tabela do brasileirão. Passados pouco mais de três meses da contratação do dentuço o que aconteceu ? Justamente o oposto: time mal na tabela, estádios vazios, elenco rachado e R10.......
Ronaldinho amarga a reserva, as vezes nem no banco fica, não deu uma assistência e gol que é bom....nada. Precisa estrear.
Que furada!!!!!


# Copa do Brasil #

Vamos palpitar ?

A coluna nessa semana vai de Figueirense, São Paulo, e empate nos jogos Fluminense x Grêmio e Internacional x Palmeiras.


# Mortadela #

E mais uma vez o brasileiro é feito de bobo. Depois da mudança e da correria dos motoristas brasileiros para a troca de extintores bc para o padrão abc, cinco vezes mais caros, O Contran decide que o extintor não é mais item obrigatório nos veículos nacionais. Experto foi o amigo da coluna que usou na vistoria um tubo de mortadela no lugar do extintor.


# Rock in Rio #


Passado o primeiro fim de semana do festival, a coluna destaca os melhores momentos por sua ótica.

- O novo vocalista do Queen,  Adam Lambert esqueceu Freddie Mercury e incorporou Ney Mato Grosso;

- Martinália homenageou Cássia Eller tirando a camisa e achou que era menino, ficou sem camisa o resto do show;

- O pout pourri na abertura foi sensacional;

- A presença de políticos na área vip, serve pra quê? Quem pagou o ingresso deles?

# Rodovias #

Quando que teremos rodovias no nível de São Paulo ?




sábado, 19 de setembro de 2015

"E ninguém cala..." Contagem regressiva!



      E o Botafogo "re-embalou"! Num momento crucial da competição , conseguiu encaixar 5 vitórias , atingindo um aproveitamento de 88% dos pontos disputados nas últimas 6 partidas. O grande objetivo do ano se aproxima a  passos largos . Até a sorte resolveu aparecer!  Logo ela que provoca tanto os alvinegros ajudou nos momentos de instabilidade como a troca de técnico e reformulação do elenco , quando o clube contou com tropeços fundamentais dos adversários diretos na disputa pela ponta da tabela , o que garantiu o time sempre no G4. 

      Se na maioria dos jogos não se viu um futebol interessante, na totalidade deles se viu um time muito aguerrido e focado no objetivo. O resgate da autoestima invariavelmente passa por esse acesso e o bom futebol e o título da competição acabam ficando como objetivos secundários. 

      Os últimos 5 jogos foram fundamentais para a arrancada por se tratar de times que disputam a parte inferior da tabela, e os próximos 6 jogos poderão garantir, com certo conforto , a presença na elite do futebol brasileiro em 2016. Os jogos agora serão sequencialmente contra adversários de maior expressão e alguns adversários diretos pelo G4 ( Sampaio Correia , Bragantino, Ceará, Náutico, Bahia e Criciúma) . Vencendo a metade destes jogos, a meta de 64 pontos fica bem próximo e o sonho já começa a virar realidade.

     Parece que o objetivo está bem encaminhado para um fim de ano tranquilo pros botafoguenses, sem a velha história de "tem coisas que só acontecem ao Botafogo". Segundo informações, Maitê já teria até marcado a depilação!

      É esperar pra ver...

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Dejà Vu




Zona do Caos 

Em meio a toda essa confusão que assola as Laranjeiras, nessa última semana mais uma deficiência do nosso tricolor ficou escancarada: a falta de um Centro de Treinamento.  E não digo só em qualidade, mas isolado da sede social do clube, no típico padrão europeu.

Não sou daqueles que batem palma para tudo que se pratica na Europa, mas em se tratando de futebol e, mais especificamente, profissionalismo, tiro meu chapéu. Se não sabem, por lá torcedores não possuem acesso aos treinos de seu time. O CT é fechado tanto para torcida como para jornalistas, salvo raras exceções. E apesar da Europa ser referência nesse quesito, não se faz necessário treze horas de vôo para essa constatação.  Basta uma ponte aérea de quarenta minutos para São Paulo e verá toda essa “privacidade” no CT Joaquim Brava, do Corinthians.  Ou você tem ouvido falar que o referido CT foi invadido por torcedores? Detalhe, até “ontem”, isso era algo corriqueiro no dia a dia do atual líder do Brasileirão.

Mas, enfim, enquanto não temos o tão sonhado CT, o que fazer para melhorar esse “time”? O que fazer para catar os cacos do destroço e levantar a cabeça?

Na última rodada, mais uma vez saímos de campo derrotados de forma vexatória, em pleno Maraca e diante da nossa torcida. Para que ninguém perca as contas, já são incríveis nove derrotas nos últimos quatorze jogos.  Apenas para ilustrar, trata-se da pior campanha do returno do Brasileirão. Retrospecto digno de time que figura na tão temida zona do rebaixamento ou que está fazendo por onde para figurar.

Diante de tantas peripécias que antecederam o jogo de quarta passada, só amantes do UFC ou do bom WWE para acreditar que socos e pontapés são suficientes para mudar a cara de um time. Em que mundo vivem esses vândalos? Preciso responder? Seria exagero compará-los a marginais? Por que jogar lata de bebida e agredir jogadores no aeroporto? Ou invadir treino e sala da diretoria, pichar e depredar o patrimônio do clube? Sinceramente, sou capaz de afirmar com propriedade que torcedor de verdade jamais faria isso.

Sei que esses “bandidinhos” não escutam ninguém, mas se quiserem uma sugestão, esgotem os ingressos do próximo jogo e lotem o Maracanã. Vaiem, chamem o time inteiro de mercenário e de pipoqueiro, a diretoria de burra e incompetente. Xinguem, gritem, esperneiem, pois apoiar e criticar é o verdadeiro papel da torcida. Mas, por favor, mas não venham colocar a integridade física e moral de pais de família em risco. Caso não goste dessa sugestão, tenho outra, organizem um movimento para não ir ninguém ao próximo jogo no Maraca.  Isso mesmo, nenhuma pessoa, para mostrar a esse bando que eles não merecem a torcida de um tricolor sequer. Enfim, se conselho fosse bom...

Tricolor, nossa torcida é linda, muito maior e melhor que tudo isso. Já provamos para todo mundo do que somos capazes em termos de festa e de apoio ao time. Então, ainda que concorde com sua indignação, não se deixe levar emocionalmente pelo desempenho dos últimos jogos; pela irresponsável manutenção do Enderson; pela falta de comando da diretoria; pelo fato da nossa zaga ser horrorosa; pela falta de planejamento nas contratações de R10 Wellington Paulista, Pierre, Oswaldo, Magnata e, por último, Jhonatam; pelo desempenho (ou falta dele) do Gerson; pela venda do Kennedy; etc.

Mesmo diante de tantas bizarrices, nada justifica a prática de nenhum tipo de violência. Nossa sociedade não pode tolerar atitudes similares.  Passou da hora de darmos um basta! Afinal, é público e notório que essas atitudes só servem para atrapalhar, desestabilizar e tumultuar qualquer ambiente. Esse tipo de pressão sobrecarrega e intimida qualquer pessoa e com os jogadores de futebol é a mesma coisa.  Situação completamente diferente ocorreu nas vezes em que o time foi abraçado pela torcida, por sinal, em momentos mais delicados e conturbados do que o atual, apelidando-o de “time de Guerreiros”. Por que não se utilizar de exemplos que contribuíram positivamente em um dado momento na história do clube?

No último jogo, o que presenciamos foi um time atordoado em campo, desestabilizado emocionalmente, onde mesmo não fazendo um primeiro tempo de encher os olhos, conseguiu neutralizar as principais jogadas do adversário e ainda ser premiado com um gol no final. Na volta do intervalo, um pênalti duvidoso a favor para guardar e correr para o abraço. Correto?  Errado! O que poderia ser o marco de uma retomada tornou-se o estopim de uma derradeira crise.

E o pior é que surge aquela estranha sensação, por conta de uma simples lembrança de algo que aconteceu rapidamente e que fica armazenada na memória de longo prazo, sem passar pela memória imediata, ou seja, uma lembrança de algo que você "não presenciou" e, ao presenciar “novamente”, você acredita já ter vivenciado aquele fato.  Então, tenho exatamente essa sensação ao “rever” este momento do Flu. A expressão usada para definir isso é “já visto” ou, se preferir, “Dejà Vu”.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Tremenda confusão







Primeiramente, gostaria de homenagear um pequeno grande tricolor, que tenho a honra de chamar de filho e o prazer de estar sempre ao seu lado, para o que der e vier, como nesses seis últimos anos (nossa, como o tempo voa!). Sei que sou suspeito, mas, na condição de fã número um, tenho que dizer que o muleque é craque de bola, arisco, habilidoso, invocado, rápido, dono de um ótimo passe, de um chute forte e certeiro, bom de grupo, amigo dos amigos, querido por todos, fantástico em tudo que faz, inclusive com a bola no pé.

Esse é Miguel, meu filho, minha inspiração eterna, meu motivo de busca incessante em melhorar como pessoa, de tentar ser merecedor de sua admiração. Obrigado meu filho por mudar minha vida de “ponta a cabeça”, por me ajudar a enxergar as coisas de outra forma, com mais leveza e irreverência.

Esse pequeno torcedor, mesmo ainda tão novo, já foi Bicampeão Brasileiro (2010 e 2012) e Campeão Carioca (2012). Poderia “tirar onda” com muita gente por possuir mais títulos de expressão que muitos times por aí. Esse garoto especial merecia, no mínimo, um presente de aniversário digno, do seu time do coração, e não aquela partida apática, sem brilho, sem gana, sem raiva nos olhos e com preguiça de ganhar, jogada contra o Sport, na arena Pernambuco, no último domingo.  Detalhe, o Sport vinha de dez jogos sem vitória. Que pena, meu filho.

Aliás, vendo o atual time do Flu, fico me perguntando: o nosso time tem o dom de ressuscitar defuntos? Parece que sim. Parece que não. Na verdade, parece tanta coisa, que não sei dizer mais o que parece. O que é mentira ou o que é verdade. O que é real e o que é surreal. Ficou confuso? Pois essa é a sensação que os torcedores tricolores têm ao ver o time em campo. Uma zaga que não consegue marcar o ataque adversário, um sistema defensivo que não consegue cercar, “morder”, forçar à quebra de passe, um meio de campo que não consegue trocar três passes. O time não possui uma aproximação entre os jogadores de meio, a linha de zaga se posiciona longe dos armadores, que por sua vez, isolam os atacantes e, com isso, a bola só chega à frente por meio de chutão. É chover no molhado, dizer que a zaga adversária leva uma enorme vantagem em jogadas desse tipo?

Precisa ser um “expert” em tática, para observar que o básico a ser feito para tirar o time dessa “draga” não está acontecendo? Não é possível, Enderson! Em que mundo você está? Que você perdeu a mão do grupo, isso é público e notório. No entanto o mínimo para motivar e armar essa equipe dá para fazer. Ou a ideia é continuar perdendo pontos e sofrer no final do campeonato com o fantasma do rebaixamento? Seria interessante, também, perguntar se esses jogadores têm conhecimento de que o time está a onze jogos sem vitórias, dos quais perdeu oito e a apenas sete pontos do primeiro colocado da zona de rebaixamento.

Vou dar um “pitaco”, mesmo sem você pedir. Aproxime essas linhas, agrupe o time, coloque o Edson na frente da linha de zaga. Isso aumentaria a segurança dos nossos desorientados zagueiros, e melhoraria a qualidade do passe na saída das jogadas. Sem a bola bastaria sufocar o criador de jogadas do time adversário. Aumente a liberdade do Jean, ele possui um bom passe e chute forte, pode surpreender. Dê liberdade total para o Gustavo Scarpa, ele é o nosso jogador cerebral, dita o ritmo do time. Faça-o flutuar entre as linhas de zaga e meio dos adversários. Peça-o que dê o primeiro bote no volante adversário, atrapalhando-o desde início na criação das jogadas. Pare de insistir com o Gerson, já deu, ele “já foi embora do Fluminense”. Providencie o retorno do Vinícius à equipe, abra-o na ponta esquerda, o Marcos Júnior na direita, ambos tendo obrigações táticas de recompor o meio campo e acompanhar os laterais. Com a bola, mande o time ir para dentro, ousar, jogar futebol, se aproximar do Fred, tanto pelas laterais como em diagonal para o meio, tentando ajudar Scarpa na criação. Lateral só sobe um de cada vez. Nada muito diferente do que esse mesmo time fazia no início da competição.  Logo, não consigo acreditar que seja tão difícil.

Boatos correm pelos corredores das laranjeiras que R10 e Cícero não serão mais aproveitados esse ano. Entrevista concedida por Fred aumenta ainda mais essa possibilidade, ao disparar que “quem estiver afim sobe nesse trem, quem não estiver, já vai tarde” O próprio Enderson já teria declarado que eles não fazem parte de seus planos. Se confirmado os boatos, a meu ver, acho no mínimo prematuro descartá-los agora, uma vez que possuem qualidades. Apesar de difícil, quem sabe um treinamento a parte, aprimorando a parte física, poderia criar uma possibilidade futura. O mesmo deve acontecer com o recém-contratado Jhonatam, lateral direito revelado pelo Cruzeiro, atualmente na Inter de Milão (ITA), sem jogar a quase um ano, mais um que chega fora de forma e sem ritmo no meio de toda essa confusão.

Se precisar de ajuda, Enderson, pode contar comigo ou até mesmo com o Miguel. Afinal, meu filhote, mesmo aos seis anos, tem falado sobre o time do Flu com muito mais propriedade e conhecimento que você. Pode acreditar.

Por fim, apesar do longo e tenebroso inverno, continuo esperanço.  Ainda confio que, com ou sem o Enderson, novos ventos estão por vir e nos soprarão de volta ao caminho das vitórias.  Quem sabe até a uma vaga no G4.  E se essa vaga na Libertadores vier, o Fluminense estará se redimindo do que fez no último domingo e, ainda que atrasado, presenteando à altura o nosso aniversariante.  

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Olhando para Frente - 15/09/15 # 07

# Olhando para trás #

O cara da foto acima é Éder, camisa 11 da seleção na Copa de 82. Éder se destacou na ponta esquerda do Atlético Mineiro e sua característica principal era o potente chute de canhota. Éder fez 52 jogos com a amarelinha e contra a União Soviética na Copa da Espanha marcou seu gol mais importante. Atualmente, Éder é empresário e comentarista da Tv Globo Minas.


# Avaliando a arbitragem #

A coluna dessa semana resolveu fazer uma avaliação dos 10 Árbitros FIFA desse brasileirão.

- Sandro Meira Ricci - 4,0
- Anderson Daronco - 9,0
- Dewson Freitas - 9,0
- Luis Flávio Oliveira - 8,0
- Héber Roberto Lopes - 5,5
- Wilton Pereira Sampaio - 7,0
- Ricardo Marques - 5,0
- Péricles Bassols - 3,0
- Leandro Vuaden - 5,5
- Rafael Claus - 6,5

Dêem sua avaliação e comentem.


#... E os comentaristas....#


Não é só a arbitragem que vai mal no brasileirão. Alguns comentaristas se destacam negativamente e por incrível que pareça, foram grandes jogadores.
O ex zagueiro Edinho, parece que mora no Sportv. Diariamente escalado, não sabe nada de tática, não conhece os jogadores e vive gaguejando, muito fraco.
Já o capita, Carlos Alberto Torres, parece que parou no tempo. Sempre com sua metralhadora ligada, critica tudo e todos. Internet pra ele não existe e sempre com opiniões ultrapassadas.


# Lei para as artesanais #


Friburgo sai na frente ao criar uma lei de incentivo as microcervejarias artesanais da cidade.
Segundo o Prefeito Rogério Cabral, Friburgo possui aproximadamente 60 cervejarias. A lei tem como objetivo divulgar as cervejarias em eventos e colocar a cidade serrana no circuito nacional das cervejas. A lei também cria um selo de qualidade para a cerveja produzida no local.



# Se a vida começasse agora...#


Vem aí o rock in Rio.
Sugestão da coluna....

Vá ao show do Queen.


# Rapidinhas #

- Pato merece vaga na seleção ?

- Em qual rodada o Botafogo sobe ?

- O Flamengo firma no G4 ?

- O Ronaldinho sai do Flu antes de estrear ?


# Perguntar não ofende #

Porque nas paradas de ônibus nas estradas, além de caro tem que ser ruim ?

Memórias de Torcedor #1 - O ano era 1992 -

                      

O ano era 1992. Flamengo Pentacampeão Brasileiro

Eu tinha apenas 12 anos de idade mas já acompanhava futebol há muito tempo, afinal era rotina do final de semana acompanhar meu pai nos jogos que o time do Banerj fazia. Como torcedor do mais querido do Brasil também não perdia os jogos do meu Mengão, ainda que apenas da televisão.

Nessa época as vitórias valiam 2 pontos e o empate 1 ponto, assim o empate não era um resultado ruim para os times. De outro lado, o Campeonato Brasileiro era disputado no primeiro semestre e o estadual no segundo semestre. Sendo certo que no ano anterior o Flamengo havia se sagrado vencedor do Campeonato Carioca em cima do Fluminense (quebrando um jejum de 4 anos - o último carioca conquistado fora em 1986 -) com show de Júnior e início promissor dos jovens talentosos Zinho, Nélio, Paulo Nunes, Júnior Baiano e Marcelinho.

Voltando ao que interessa, o Campeonato Brasileiro de 1992, o qual tinha uma fase inicial em que 20 times se enfrentavam, resultando na classificação das 8 primeiras equipes, que se confrontariam em um quadrangular de dois grupos, dos quais os vencedores disputariam a final.

O Flamengo não começou bem o Campeonato, mas o relevante é que embalou na parte final, conseguindo 5 vitórias, 2 empates e 1 derrota. Contudo, mesmo assim, a classificação para a fase seguinte do Brasileiro somente foi sacramentada na última rodada. Necessitando da vitória para não depender de nenhum outro resultado ganhou do Internacional por 2 a 0 no Maracanã.

Lembro que no dia seguinte ao jogo meu pai chegou em casa com uma edição especial do Jornal dos Sports, o qual analisava todos os times que chegaram na fase decisiva da competição. Recordo também que a crítica esportiva deixou claro que o time do Flamengo tinha limitações, mas embalado por sua torcida poderia se superar. Dava destaque para Júnior no meio campo e o trio ofensivo, Nélio, Gaúcho e Júlio César (que havia sido contratado recentemente devido ao grande sucesso - junto com o atacante Valdeir "The Flash"- no Atlético/GO). De fato, no Grupo do Flamengo, Vasco e São Paulo tinham elencos superiores. 

Entretanto, a fusão entre a força da torcida e a superação dos nossos jogadores fez com que o time chegasse na última rodada do quadrangular decisivo dependendo de outro resultado para avançar à final (bem como todos os times tinham chance de classificação, o que tornava a rodada eletrizante). Ironia do destino é que precisava de ganhar e torcer para o Vasco derrotar o São Paulo (o que gerou uma onda de especulações dando conta de que o Vasco teria acordado entregar o jogo caso o Flamengo estivesse vencendo). Fato é que o Flamengo vencia o Santos por 2 a 0 no Maracanã, e a torcida Vascaína, em São Januário, começou a ficar desesperada com a classificação do rival, onde passou a pedir em coro que os jogadores entregassem o jogo. Todavia, o Vasco acabou vencendo o São Paulo por 3 a 0 e o Flamengo o Santos por 3 a 1.

A melhor parte, como sempre, fica para o final. Renato Gaúcho, estrela do Botafogo (que também se classificou para a disputa com um time muito forte, o qual, inclusive, havia liderado a competição por várias rodadas) fez uma aposta com o amigo Gaúcho - atacante do Flamengo - de pagar um churrasco e servir aquele que ganhasse a primeira partida do confronto. Resultado é que o Flamengo jogou como nunca, regido pelo maestro Júnior e aplicou uma goleada de 3 a 0 no rival. Lembro-me bem do controverso lateral-esquerdo Piá dar duas assistências naquele jogo. A primeira para Júnior abrir o placar, depois de um corta luz de Gaúcho, a segunda em um cruzamento para Gaúcho fazer de cabeça o terceiro gol (ainda no primeiro tempo). O segundo gol foi feito por Nélio entre as pernas do goleiro Ricardo Cruz, após concluir lançamento de Fabinho. Com o placar elástico seria muito difícil para o Botafogo reverter no segundo jogo. Soma-se ao fato a controversa reportagem exibindo Renato Gaúcho pagando a aposta ao amigo Gaúcho, o que resultou no seu afastamento pelo Botafogo do derradeiro jogo. Por fim, na última partida Júnior cobra falta com maestria e abre o placar, saindo comemorando efusivamente, pulando e rodando os braços por todo o campo, cena que é a marca registrada do título. O Maracanã explode de emoção, que aumenta ainda mais com outra assistência de Piá para Julio César fazer 2 a 0. Campeonato decidido e a torcida comemorando o título, lembro de ir para a Rua Direita me juntar à nação. Não deu tempo nem de ver os dois gols do Botafogo, mas que não valiam de nada, diante do Pentacampeonato Brasileiro.

Quem se recorda? Conte também sua lembrança.

sábado, 12 de setembro de 2015

Perspectivas 2 turno Brasileiro #10


Show de Horrores!

                     

Para encerrar a série de análises sobre os times do Campeonato Brasileiro da série "A", e suas perspectivas, vamos fazer de uma forma diferente. Discorreremos sobre os dois últimos colocados conjuntamente, Vasco e Joinville.

Retrospecto

Ambos os times não tiveram vida boa no campeonato, sempre ficando na rabeira da tabela. Da mesma forma, os lanternas já trocaram 2 vezes de técnico no Brasileiro. Todavia, enquanto a ambição do Vasco era disputar até o título, segundo as palavras de seu presidente, o Joinville sempre deixou claro que sua pretensão é meramente permanecer na elite do futebol. Nas últimas 5 partidas o Joinville até melhorou o seu desempenho, junto com a chegada do técnico PC Gusmão, com 1 vitória, 3 empates e 1 derrota, mas não o suficiente para tirar da parte de baixo da tabela. De outro lado não parece que a mesma premissa se aplique ao Vasco, que apesar de conquistar 1 vitória sofreu 4 derrotas, incluindo uma goleada para o Internacional.

Perspectivas

Não precisa ser muito vidente para cravar que ambos já estão virtualmente rebaixados. O Vasco até tentou mudar essa realidade contratando mais jogadores (que ultrapassam 33 na temporada). Contudo, a maioria dos jogadores não possuem qualidade suficiente, salvo o meia Nenê e o atacante Jorge Henrique. De outro lado, o Joinville tem jogado mais fechado, objetivando explorar uma bola na partida, o que contribui para sofrer menos gols, mas não é suficiente para o restante do campeonato.

Destaque ou desastre?

O que dizer dos times que menos ganharam e fizeram gols no campeonato? (Vasco 4 vitórias e 10 gols; Joinville 5 vitórias e 17 gols) Ou ainda do time que mais perdeu, sofreu gols e com o pior saldo? (Vasco 16 derrotas, 43 gols sofridos e saldo negativo de menos 33). Há ainda quem posso tentar argumentar que o time do Vasco não é tão ruim assim, mas a fase não ajuda....contudo os números parecem dizer exatamente o contrário. O Vasco é a pior equipe do campeonato e tem tudo para bater ainda mais recordes negativos. Está na lanterna, a 6 pontos atrás do Joinville e 11 do primeiro time fora da zona do rebaixamento. Se o que vale para o campeonato é o resultado, ambas as equipes são retardatárias.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Na meiuca # 4 - Uma dose de razão ao "deixou chegar...".



No dia 31 de agosto, fiz uma postagem neste Blog sobre o limitado time do Flamengo.  Opinei sobre o time, sobre os jogadores que chegaram e os que estão devendo um bom futebol, além de mencionar o otimismo exagerado e já conhecido da apaixonada torcida rubro-negra.

Quando escrevi tal post, o Flamengo vinha de duas vitórias, sobre São Paulo em casa e Sport fora, apesar do empate com o Vasco, pela Copa do Brasil, que significou sua eliminação daquela competição.

Desde então, o rubro-negro carioca entrou em campo mais três vezes nesse campeonato, saindo vitorioso em todas as ocasiões (Avaí, Fluminense e Cruzeiro). Com esses resultados, o time lidera o returno do Brasileirão com 100% de aproveitamento e, quase quatro anos depois (diga-se de passagem, um absurdo!), chegou ao tão sonhado G4.

Após os resultados desses três últimos jogos, tenho recebido algumas “cornetadas” de amigos em relação a já mencionada publicação, e acho isso legal.  Primeiro, por estar sendo lido.  Segundo, porque uma das coisas gostosas do futebol é justamente essa discordância de opiniões e os debates que estas proporcionam. Mas sobre o time do Fla, apesar das vitórias e da considerável melhora no futebol apresentado, acreditem, não mudei minha opinião. E juro, não se trata de teimosia.

Ou você acha que o time do Flamengo é muito bom? Que as contratações de Guerrero, Sheik, Ederson e Alan Patrick transformaram o Fla em um timaço? Que Canteros, Paulinho, Cirino e Wallace têm jogado bem? Respeito a opinião de todos, até porque esse é o mínimo para que possa expressar a minha, mas o time do Flamengo, como disse e digo, continua limitado.

Então você pode estar se questionando sobre o que teria mudado para que o time subisse de produção.  E aí entra uma coisa que não citei em meu texto anterior e que, confesso, não dei credibilidade em um primeiro momento: Oswaldo de Oliveira.

Ele mudou o esquema tático do time de uma forma bem simples: implantou um sistema forte de marcação com aproximação dos setores, armou o time defensivamente com uma linha de quatro homens na defesa, cinco bem distribuídos no meio e um homem de frente sempre colado no cabeça de área com o melhor passe do adversário, de modo a dificultar a saída de bola do outro time.  Detalhe, tudo isso com uma rápida recomposição e todos procurando ficar atrás da linha da bola. Já ofensivamente, essa mesma proximidade das linhas se mantém e a característica dos jogadores da equipe proporcionam esticadas de bolas para os falsos pontas do time que possuem velocidade, além de um bom trabalho nas constantes jogadas de ultrapassagem. Enfim, é visível uma maior responsabilidade tática, como na alternância de subida dos laterais ou na paciência pra rodar o jogo de uma lateral a outra, valorizando muito essa posse de bola.

Entretanto, importante destacar que esse esquema de jogo é muito desgastante, requer uma intensidade que não se costuma ver por aqui (salvo Corinthians e Galo), além de muito comprometimento, sobretudo, tático.  Em outras palavras, é necessário o jogador acreditar na proposta do treinador e “arrastar a bunda na grama” para que tudo funcione como desejado.  E está aí o mérito do Oswaldo, uma vez que isso, no Flamengo, há um mês, era algo inimaginável.

Oswaldo conseguiu fazer o time apático do Cristóvão ganhar alma e coração rubro negros. Ou alguém duvida que a postura do elenco mudou com a chegada do novo professor? Ou que o time, hoje, tem valorizado mais o jogo coletivo?

Essa, ao meu ver, a única maneira do Flamengo se sobressair diante de seus adversário, como opinei no post anterior: Em um campeonato nivelado por baixo, um time mediano, com a força e a camisa do Flamengo, pode crescer em momentos importantes, desde que o time, claro, reconheça suas limitações e "arraste a bunda na grama" (expressão bastante conhecida no meio do futebol). Pois se continuar achando que pode ganhar a hora que quiser, como fez nas duas partidas diante do Vasco, o final da história pode ser pior do que aquele previsto no roteiro inicial.”

Enfim, repito que a melhora e as vitórias do Flamengo não foram suficientes para mudar minha opinião. Continuo achando o time limitado, com muitos jogadores que seriam ótimos reservas e alguns bons jogadores que estão aquém do que se espera deles.  Todavia, além do baixo nível técnico do campeonato, citei o Sobrenatural de Almeida para falar sobre a possibilidade de vaga no G4 e, pelo visto, ele tem feito sua parte.  Ou você acreditava que Alan Patrick seria o tão esperado camisa 10 do Fla, após não vingar no Shakhtar, no Internacional e no Palmeiras? Que Guerrero e Ederson não fariam falta nesses últimos jogos?  Que Kaike brilharia com gols importantes e assistências providenciais? Ou até mesmo que Luiz Antônio merecia figurar entre os titulares, para poder meter gols como o de ontem? Sinceramente, nem se você for o mais otimista integrante da famosa magnética.

Quanto ao Hepta, é bom lembrar que a distância que separa o Fla, hoje, do primeiro time da zona de rebaixamento - Coritiba (11 pontos), é menor do que a distância que o separa do primeiro colocado na classificação do campeonato - Corinthians (13 pontos). Logo, mesmo com o remoto risco de futuras cornetadas, preciso dizer algo mais?

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ou trepa ou sai de cima!


Ou trepa ou sai de cima!

Contra tudo, e todas as previsões, o Flamengo joga hoje contra o Cruzeiro disputando uma vaga no G4 do Brasileiro. Nesse campeonato o Mengão já foi candidato ao rebaixamento, a não disputar nada e agora o horizonte se amplia. É evidente que a chegada de Sheik, Alan Patrick, Guerrero e Ederson aumentaram bastante o nível técnico da equipe, bem como potencializaram as virtudes de outros jogadores que não vinham bem, entre eles Éverton, Canteros e até Marcio Araújo.

Essa faísca contagiou a torcida rubro-negra, transformando em pura paixão a loucura por seu time...pois ela já profetizava "Acabou o caô! O Guerrero chegou!"... Nem mesmo os acidentes de percurso, com a desclassificação para o rival Vasco na Copa do Brasil, assim como as lesões de Guerrero e Ederson, foram capazes de reverter essa tendência. Ainda sem suas estrelas o time cresceu e tem apresentado um futebol envolvente, com muita pressão e marcação nas saídas de bola, somado a um toque de bola na vertical, aproveitando da ótima fase do armador Alan Patrick. Essa mudança aconteceu concomitantemente à chegada de Oswaldo de Oliveira, técnico experiente e conhecedor do ambiente da Gávea (requisito essencial para se dar bem no mais querido do Brasil).

Esse filme parece se repetir, pois já aconteceu assim (crescimento surpreendente de produção do time com intensa participação da torcida) quando do pentacampeonato em 1992, da classificação para a libertadores em 2007 e do hexacampeonato em 2009.

Mesmo com vários desfalques a maré parece estar para peixe, onde a chave virou e a fase mudou para melhor o desempenho do time. Hoje, mais uma vez tem Maracanã lotado cantando em coro o nome do seu novo ídolo (dada a efemiridade com que a torcida transforma as coisas), o atacante Kayke, que já tem 3 gols e 2 assistências em 3 jogos. Então natural esperar mais algum dele logo mais. Tudo leva a crer que agora vai!!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A batata está assando







Impressionante como dói perder um clássico. Como ficam escancaradas as deficiências de um time "meia boca". Nada que já não era visto ou dito, mas o time do Fluminense pareceu um bando de criancinhas correndo atrás da bola, no último Fla-Flu.

Não quero desmerecer a vitória do arquirrival, mas vou me ater somente à análise do meu "timeco". Desculpa aos amigos tricolores, mas é o que parece ser.

Por onde seria melhor começar? Sinceramente, não sei.  Mas, hoje, se possível, gostaria de ter a famosa arma de fogo do futebol: a caneta. De posse dela e dentro do departamento de futebol do meu tricolor, certamente sairia “atirando” para todos os lados.

Seria capaz de rescindir o contrato de vários “jogadores” do elenco, a começar pelo zagueiro Henrique, a garça meio torta, empenada, sempre puxando de lado, que possui o "dom" ou sente prazer em chegar atrasado nas jogadas.

Rescindir com o coitado do Gum. Parece que a bola pega fogo quando chega aos seus pés, relembrando aquela brincadeira de criança da batata quente. Afobado, só sabe enfiar a "bicuda" para direção que o nariz aponta.

Rescindir com o Jean, que esse ano está muito mal. Ainda não fez uma partida mais ou menos ao longo do ano. E, coincidência ou não, piorou ainda mais após seu nome ter sido ventilado em uma possível transferência para o mundo Árabe. Será que sua cabeça já está pensando nas cifras que proporcionariam sombra e água fresca até mesmo no meio daqueles escaldantes desertos?

Enfim, seria capaz de enumerar uns vinte jogadores do elenco que mandaria sumir das Laranjeiras, mas o problema por lá não se restringe, apenas, aos jogadores.

Enderson está tomando decisões, no mínimo, questionáveis.  Ou alguém concorda que o Maicon deveria começar como titular? O menino até é um bom atacante, mas estava há três meses sem fazer uma partida inteira, acabou de voltar de suspensão por doping e o time precisava de um jogador inteiro e mais cascudo. Hora de acionar o Magnata e colocá-lo à prova.

Por que não começar o jogo com o anão de jardim, Marcos Júnior, um dos poucos jogadores que tem rendido acima das expectativas, assim como Gustavo Scarpa, que precisa voltar urgente para o meio campo, sua posição de origem, e Edson, volante super-regular, tanto no desarme quanto na saída de bola com qualidade, além da chegada forte à frente no jogo aéreo.

Voltando às brincadeiras infantis, a batata quente foi dada pelo Enderson ao estreante Douglas, menino recém campeão da Copa do Brasil Sub-20, direto para um clássico desse tamanho, sem nunca ter feito uma partida no profissional, mesmo com Edson inteiro no banco. Sem falar do Gerson, que apesar de negociado com o Roma-ITA, ficará no clube até dezembro, e já que aqui está, qual a razão para não jogar? Chega de chinelo.

Insistir com Cícero caindo pelas pontas. Por favor, está nítido que não possui velocidade para exercer essa função em campo. Como vai acompanhar a subida do lateral adversário? Vai dar um par de patins e uma mochila de foguete para amarrar às suas costas? Deixe o cara jogar onde mais rende e se sente bem, no meio, como segundo volante, aproveitando seu bom passe, explorando o chute forte, a chegada surpresa na área adversária, além do excelente cabeceio.

Sobre a decisão de poupar o Fred? Impressiona o fato de ter “o cara” do time recuperado de uma lesão e o treinador poupá-lo, isso mesmo, poupá-lo de um Fla-Flu! Inacreditável, principalmente para um time que perdeu oito dos últimos dez jogos!

Acorda, Enderson! Afinal, estamos há um bom tempo sem somar pontos e temos o segundo pior desempenho do returno do Brasileirão, à frente apenas do Vasco.

E a diretoria também tem sua parcela de culpa. A dupla Peter Simens e Mário Bittencourt vêm desempenhando um belo trabalho administrativo a frente do clube, mas de futebol, infelizmente, não entendem nada. Wellington Paulista, por exemplo, atesta a falta de know-how da diretoria tricolor.  Some-se à contratação dele as contratações de Antonio Carlos e Pierre. Preciso dizer mais alguma coisa?

Você pode estar esperando eu concluir com o R10, mas desse já falei tudo que penso no meu último post.  Para evitar repetições enfadonhas, fica o convite para quem ainda não leu: http://futeboleprahomem.blogspot.com.br/2015/09/ate-quando.html

Chega de corpo mole, de improvisos, de contratações errôneas, está na hora de colocar os jogadores nas suas posições, onde podem render mais. Desculpe o jargão, mas já passou da hora de fazer o "feijão com arroz". O momento não é bom e o grupo precisa se unir, se ajudar, principalmente se for verdade os boatos que ecoam nos corredores das Laranjeiras.

Ou será verdade que Enderson já perdeu o grupo? Que Wellington Paulista, Marcos Júnior e Edson teriam sido flagrados na noitada? Que Fred peitou o treinador por discordar da barração dos “festeiros”, inclusive negando-se a jogar? Que R10 teria abandonado a concentração depois de ter sido informado que seria reserva no clássico?

Diante de tantos boatos, a única certeza é que a tal batata quente voltou para o treinador tricolor. Depois do Fla-Flu ela já está no forno e assando. Só mesmo a retomada das vitórias seria capaz de não deixá-la passar do ponto.



Agradecimento ao redator chefe: Jean Lop@n

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Olhando para Frente #6 08/09


# Arbitragem em baixa #


Mais uma rodada encerrada e mais uma rodada com arbitragens polêmicas.
Vamos aos principais erros da rodada:
- Vasco x Atlético MG: pênalti inexistente a favor do Vasco;
- Cruzeiro x Figueirense - lance de mão no segundo gol do Cruzeiro;
- Fla x Flu: Toque de mão de Wallace do Fla, no lance do primeiro gol;
- Sport x Santos: Gol do Santos, Ricardo Oliveira estava impedido.
Em dez jogos da rodada, quatro tiveram problemas. É um número muito alto de erros graves para uma rodada.


# Amarelinha #

Somente o mais fanático torcedor vai lembrar que nesta terça-feira, a seleção brasileira entra em campo para mais um amistoso. Como todos sabem, a seleção raramente joga em solo brasileiro. Jogos esses já negociados pela CBF por altas cifras. Poucos sabem que além desses altos valores, os patrocinadores exigem a presença de certas estrelas nos amistosos, caso contrário o cache não é pago integralmente. 


# Eliminatórias #


O técnico Dunga havia planejado não convocar Neymar para esses dois amistosos. Por estar suspenso dos dois primeiros jogos, Neymar ganharia um descanso, pois acabou de se recuperar de uma caxumba. Com a ausência do craque, Dunga aproveitaria para treinar o time das eliminatórias sem Neymar, mas a exigência do contrato não deixou e ele é obrigado a escalar o jogador do Barcelona.


# Carne confinada X carne embalada a vácuo #


É muito comum, principalmente no interior ao comprarmos carne seja em açougues ou em supermercados nos serem oferecida a carne "confinada". Um erro cometido por quem nos vende e pelo consumidor que chega no churrasco e fala:
 - Comprei uma carne confinada.
Carne confinada não existe. Se "definiu" carne confinada toda carne embalada a vácuo. Na verdade o uso da embalagem a vácuo simplesmente facilita a vida do consumidor, pois se sabe a origem da carne que se está comprando, aumenta a validade da carne e facilita o transporte e armazenamento da peça. 
Portanto na próxima compra não use a expressão carne confinada.



 # T-Bone #

Já que estamos falando de carne, a coluna apresenta aos leitores um dos cortes mais nobres do boi, o T-bone.
Esse corte possui no meio um osso em forma de T, onde de um lado temos o Contra Filé, na sua parte traseira, o filé do lombo ou chorizo, e do outro lado o macio filé mignon. Esse corte vai muito bem grelhado em fogo muito quente. O sabor não tem comentários.


# Rapidinhas #


- Enderson Moreira dura até quando no flu ?
- Qual o próximo juiz a prejudicar algum time ?
- Você ainda torce para a seleção ?
- Quanto fica Íbis x Vasco ?
- Acabou o gás do Sport ?


# E por último ....#

O Mogi Mirim.....




Acharam que era o Vasco né....


"E NINGUEM CALA..." - É pra embalar, Fogão!

https://www.facebook.com/pedro.bastossaraquino
"Ser Botafogo é saber discordar da desconfiança."
(Artur da Távola)

      Nesta próxima terça-feira o Botafogo inicia um importante passo para o aguardado acesso a elite do futebol brasileiro. Trata-se de uma sequência de 5 jogos com o apoio de sua apaixonada torcida e contra adversários que não fazem boa campanha na competição. 

      O primeiro destes jogos é no  Niltão , contra o Paraná clube , atualmente na 10º colocação. Em seguida o time viaja até o Espírito Santo onde na sexta enfrenta o Mogi Mirim- atual lanterna e que abriu mão de jogar em seus domínios ao negociar seu mando de campo com um grupo de investidores . Na sequência encara o Oeste (15º colocado) no Estádio Nilton Santos   ,  o Boa Esporte (17º) em Varginha - que disponibilizou 65% da carga de ingressos para a torcida alvinegra- e finaliza a série no Rio de Janeiro contra o Macaé (14º). É sem dúvidas uma excelente oportunidade de deixar bem encaminhada sua peregrinação rumo a série A. 

      Considerando que em casa o aproveitamento  se aproxima de 80% , a expectativa é de conquista de no mínimo 10 pontos nestes jogos. Confirmando a expectativa, o clube atingiria a marca de 52 pontos restando ainda 10 jogos para o fim. 

      Fazendo um retrospectiva dos últimos 5 anos vemos que  América-MG  com 63 pontos(2010) , Sport-PE com 61(2011) , Vitória-BA com 71(2012) , Figueirense com 60 (2013) e Avaí com 62 (2014) foram os clubes que fecharam o G4 neste período . Isso dá uma média  de 63,4 pontos ou 55% de aproveitamento.

   Acredita-se que uma pontuação em torno de 65 pontos confirme (confortavelmente?) a classificação para a elite em 2016. Sendo assim, nos últimos 10 jogos  uma nova meta de mais 13 pontos em 30 possíveis (aproveitamento de 43%) levaria o clube a série A .  Se  desconsiderássemos os próximos 5 jogos como fundamentais e  fizéssemos apenas uma prospectiva baseada no aproveitamento até aqui ( 61% ) o clube atingiria seu objetivo já na 35ª rodada diante da Luverdense fora de casa. No melhor cenário, fazendo 12 de 15 pontos nos próximos 5 jogos e mantendo a média de aproveitamento até este momento nos demais jogos , o acesso seria obtido na rodada 33 contra o Bahia no Niltão. Claro que são só números,  mas se bem aproveitados, eles podem se tornar metas a curto prazo e manter comissão técnica e jogadores mais motivados e focados. É sem dúvidas um momento chave para as pretensões alvinegras no campeonato.

      Mas como "tem coisas que só acontecem com o Botafogo", o torcedor está longe de se sentir confortável. A torcida mais mística e desconfiada do mundo parece preferir esperar o dia 28 de novembro para comemorar, com o time já devidamente classificado e a Maitê devidamente nua.

sábado, 5 de setembro de 2015

TEM QUE TER POLÊMICA!



O MAIOR CLÁSSICO DO MUNDO
Os maiores Fla x Flus da minha vida

16/02/1986 – “Recordar é viver, o Zico acabou com você!”



Domingo de Fla x Flu no Maracanã. Meu pai grande flamenguista avisa logo que, ao contrario do seu habito de ir aos jogos sozinho, hoje a família toda irá ao jogo.  Zico recém chegado da Itália, vindo de cirurgias, jogaria pela primeira vez ao lado de Socrates com a camisa do Flamengo. No estádio, a torcida do Flu não perdoa: o grito de BICHADO! BICHADO! BICHADO! ecoa forte, numa época em que as grandes torcidas do Rio ainda se equivaliam no estádio.  Enfim Luis Carlos Felix da inicio a peleja. Começa o Carioca de 1986. E foi um show: com 3 Gols do Galinho e um de seu aprendiz Bebeto, o Fla goleou por 4x1. E a esquerda das cabines de radio se ouvia forte “recordar é viver, o Zico acabou com você!”.  A família volta pra casa feliz, meu pai Aldo, meu irmão Artur então com 7 para 8 anos comemorando a despeito da predileçao tricolor de minha mãe Elisabeth, mas... falta alguém! Cadê aquele  garoto irritadinho, então com 11 anos ainda sonhando em ser jogador do clube de coração? Saindo de um cinema na Penha, após assistir o “clássico” Rock IV estrelado por Silvester Stallone, ouço o seu Moacir, avô de um amigo que se encarregou de nos levar ao cinema dizer: “viram? Propaganda americana pura, o cara fraquinho sem treino derrotando o russo cheio de tecnologia!”. Falei baixinho no ouvido de meu amigo Andre: “seu avô ta doido, acha que ainda está em tempo de guerra...”. Enfim, aos 11 anos não pude aprender a lição de historia, mas aprendi que do Zico eu não podia nunca duvidar.

27/03/1989 – Uma honra
Ultimo jogo oficial de Zico com a camisa rubro-negra. Um Fla x Flu pelo campeonato brasileiro disputado em Juiz de Fora/MG. Zico fez um dos mais lindos gols de falta da carreira, alem de uma sucessão de dribles sensacionais, incluindo uma caneta em Donizete. Ao fim do jogo o goleiro tricolor Ricardo Pinto disse que “foi uma honra” levar o ultimo gol da carreira profissional do craque Zico. Tempo depois Ricardo foi espancado pela torcida tricolor, quando já defendia o Atletico/PR, num triste episodio nas Laranjeiras.

19/12/1991 – Vovô garoto
Final do estadual, o Fla com um time repleto de garotos talentosos como Junior Baiano, Nelio, Paulo Nunes, alguns jovens já titulares absolutos como Zinho, somados aos experientes Gottardo, Gilmar e... Leovegildo Lins da Gama Junior, o Leoveja, o Capacete, o Junior, o vovô garoto dessa companhia! Com direito a golaço capitaneou essa geração ao titulo estadual, e ao Brasileirão do ano seguinte.

25/06/1995 – Calo abdominal



O Fla chega a final do estadual com vantagem de empate contra o improvável Fluminense de Wellerson, Sorlei, Marcio Costa, Rogerinho e... o infalível Renato Gaucho. Esse cara é vencedor demais. Num primeiro tempo impecável o Flu abriu 2x0, com gols de Renato e Leonardo. Segundo tempo rolando, o Fla domina as ações e empata com tentos de Romario e Fabinho. A torcida rubro negra canta vitoria, inclusive eu. Nunca esqueço, época em que o espaço do Palco no Clube XV em Miracema/RJ virava uma arquibancada, ninguém tinha TV por assinatura em casa. Jogo empatado, faltando poucos momentos para encerrar o jogo, coloquei meu manto numerado pelo 11 do Baixinho na frente da TV, atrapalhando aos poucos tricolores que não abandonaram as sociais criadas por nos, e de repente... uma gritaria louca, eu penso, “é o fim do jogo” mas tinha algo errado. Lembro bem do Gustavo filho do Gutemberg gritando, me olhando com um olhar de quem queria me matar... e comemorando! Volto pra frente da TV a tempo de ver o replay do lance. O ex-flamenguista Ailton dribla de forma humilhante pela direita do ataque tricolor, bate forte na direção do gol e Renato bota sua barriguinha de chopp na trajetória da bola. Não há tempo para mais nada. Curioso foi que o Fla contratou em seguida 3 nomes desse iluminado tricolor: Dejair, Marcio Costa e Lira. Comeu pedra pra se livrar de um vexame no Brasileiro daquele ano, e acabou campeão invicto no carioca do ano seguinte.

01/02/2004 – Presente
Enfim marquei presença. Véspera de meu aniversário, pra finalizar um fim de semana todo de comemorações na capital carioca com amigos do meu período em Petrópolis resolvemos assistir a esse jogo. Nos e mais 60 mil pessoas. Flu de Romario favorito, Mas quem brilhou foi outro R. Aos 41 do 1º tempo Jean abre o placar para o Fla. Dois minutos Depois Romário empata, e aos 7 do 2º virou. Aos 19 Rodolfo aumenta para o Flu, 3x1. 5 minutos depois Felipe diminui num chute rasteiro. Agra começa a brilhar a estrela de um coadjuvante. O lateral esquerdo rubro negro Roger, ate então muito contestado, empata aos 26. E vira aos 30! O hit Ivetiano “Poeira” explode no maracá. E meus amigos completaram cantando meus parabéns. Show, lindo. Chorei.

06/09/2015 – A primeira vez a gente nunca esquece
Aqui estou eu escrevendo minha terceira coluna no blog. Para apimentar um pouquinho e não faltar polêmica, vou confessar o que penso dos clássicos cariocas: jogar contra o Botafogo, quase sempre ganhamos, eles não tem títulos, e ainda choram. Amigo Pedro Saraquino, com todo respeito, torcer pro Garrincha não da mais. Contra o Vasco acabou virando algo contra o Eurico. Só que ele não serve mais pra nada, o Vasco vive caindo pra 2ª divisão, ta perdendo a graça. Acho sim o Fla x Flu o jogo mais charmoso do mundo, no que pesem os rebaixamentos e viradas de mesa do tricolete. Calma, não arranquem os cabelos. Quando a torcida deles comparece da um show, mas isso ta raro... A nossa esta se aperfeiçoando. Aprendendo até a se comportar. Como será o jogo amanhã?  Apesar de achar o Flu com um time melhor, com elenco melhor, tive coragem de apostar um almoço com meu chefe. Maluco? Nem tanto. Acho que o Fla atravessa um momento melhor, apesar dos desfalques de Santo Guerrero e Pelederson esta motivado, e o Flu arrumando um jeito de desfazer a besteira da contratação do dentuço. Cravo Fla 2 (Alan Zidanick e Kayke) x 1 Flu com alguem la.

#peço desculpas pelos problemas com pontuação, estou usando um netbook faltando teclas e comendo letras.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Bola de Cristal - 04/09/15 - Resultados da Rodada 23


Bom amigos, trago notícias de Pai Ociruê.  Na última semana o nosso querido vidente teve um AVC, está hospitalizado e respirando por aparelhos.  Segundo os médicos está com apenas 2% de chance de sobreviver.  Mas sabemos que é um cabra macho com muita força e torceremos para que volte para o seu terreiro em São Cristóvão sem maiores sequelas.
Vamos ao que interessa, pois antes do ocorrido, nosso pai deixou escrito os resultados da próxima rodada:



- São Paulo 1 x 2 Internacional - Bambis desfalcados perdem em casa pros Vermelhos que vêm embalados;

- Vasco 1 x 0 Atlético-Mg - Vasco surpreende a todos e mostra muita raça no jogo.  Vence o Time Mineiro e cala a torcida arco-íris.  Gol de Riascos, a fera;

- Atlético PR 3 x 0 Joinville - Atlético com jogo coletivo de dar inveja ao Barcelona e mete 3 no time catarinense;

- Cruzeiro 0 x 0 Figueirense - Será o jogo horroroso da rodada.  Nem vale a pena ver.  Zero a zero.

- Chapecoense 1 x 0 Ponte Preta - Macaca engasga com a linguiça.  Chap faz bom jogo e vence o confronto direto com a Ponte;

- Palmeiras 2 x 0 Corinthians - Mesmo o juiz tentando ajudar os alvinegros, Porco joga o gavião na lama.  Jogo bom da rodada;

- Fluminense 3 x 0 Flamengo - Flamengo entra achando que vai pro G4, joga mal e consegue a proeza de tomar gol do Gaúcho Aposentado 10;

- Grêmio 2 x 0 Goiás - Sem dificuldades o time gaúcho bate o Goiás.  Terá penalti e expulsão;

- Avaí 0 x 0 Coritiba - Outro jogo duro de ver;

- Sport 2 x 1 Santos - Time nordestino reencontra a vitória e sapeca o Peixe;

Agora é torcer para que Pai Ociruê saia dessa.  Oremos e até a próxima.


Perspectivas 2 turno Brasileiro #9


Goiás

Retrospecto

Começou o campeonato de forma regular, mas logo foi caindo de produção, o que culminou com a queda do técnico Hélio dos Anjos. Assumiu o comando da equipe Julinho Camargo (que foi auxiliar de Falcão e tem passagens nas divisões de base do Grêmio e do Internacional). O time tem melhorado seu setor defensivo, o qual somente foi vazado no jogo contra o Atlético PR nas últimas 6 rodadas, período em que ganhou 3, empatou 2 e perdeu 1.

Perspectivas

Está lutando para se afastar da zona do rebaixamento. Para isso precisa continuar jogando com grande poder de marcação e pressão, somado à boa saída em velocidade, explorando o trio Felipe Menezes, Bruno Henrique e Erik.

Destaque

Tem a segunda melhor defesa do campeonato, mas os meias e os atacantes são os destaques individuais. O meia Felipe Menezes, com 5 gols e 4 assistências, conduz o meio de campo. Os atacantes Bruno Henrique (4 assistências e 3 gols) e Eric (5 gols e 1 assistência) são as referências do time. Os volantes Rodrigo (55 desarmes) e Patric (60 desarmes) conseguem proteger a defesa roubando muitas bolas.


Coritiba

Retrospecto

Começou muito mal o Brasileiro, o que culminou com a queda do técnico Marquinhos Santos. Para o seu lugar foi contratado Ney Franco, que também não teve bons resultados no início, mas conseguiu consertar a marcação do setor defensivo. Nas últimas 5 partidas foram 3 vitórias e 2 empates, cuja defesa somente foi vazada 1 vez.

Perspectivas

A única pretensão do time é sair da zona do rebaixamento. Apesar de um retrospecto recente melhor ainda não conseguiu se livrar da posição incômoda. Falta qualidade ao elenco. Não ser rebaixado já será uma proeza, tendo em vista os subsequentes namoros com a queda nos anos anteriores.

Destaque

Os atacantes Henrique Almeida (3 gols) e Ewandro (3 gols) são os destaques recentes da equipe.