quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O pior cego é aquele que não quer ver


                           

Depois de vários debates com a CBF, brigas com a FERJ, ontem foi realizada a primeira rodada da Primeira Liga, que organiza a Copa Sul, Minas e Rio.

A sua organização e implementação tem gerado muitos debates, e alguns torcedores insanos ainda teimam em aprová-la ou reprová-la de acordo com a posição política do seu clube. Triste clubismo que já afundou a última organização conjunta dos mesmos (Clube dos 13), propagando o famoso dito popular "farinha pouca meu pirão primeiro".

São muitas as questões que a Primeira Liga pode tentar mudar, mas me aterei em analisar o enfrentamento ao coronelismo da FERJ. As Federações somente deveriam existir para organizarem os campeonatos, atuando como representantes dos clubes participantes, os quais, por sua vez, só existem por causa de seus torcedores. Porém, no Rio ela é um fim em si mesma.

Salta aos olhos uma taxa de 10% cobrada das rendas dos jogos de seus filiados, quando a prática dos outros Estados é bem menor. Outro fator que causa espanto é a quantidade de clubes e instituições votantes, onde os 4 grandes (responsáveis pelo sucesso financeiro da FERJ) não possuem qualquer poder de decisão na matéria em pauta, já que são minoria. O resultado é que a FERJ tem mais lucros que os clubes, e mesmo assim ainda possui débitos tributários com a União, o que não dá para entender. Além disso protagoniza um dos campeonatos estaduais mais inchados do país, com clubes que nem possuem condições de sobreviver.

Para quem conhece os bastidores sabe que a Federação do Rio tem grande intervenção política, com vários de seus dirigentes se envolvendo na política partidária e fazendo aliados com benesses às ligas do interior.  Acresce-se o fato de que um tanto de outros clubes acabaram sendo vendidos para empresários, que assim lucram com a divisão de renda, direito de TV e outras realizadas ao interesse da Federação, com acusações de benefício indireto aos seus dirigentes.

Portanto, a retomada do comando do futebol brasileiro deveria passar por um novo pacto, mais transparente, participativo e democrático. Nesse novo paradigma o torcedor deveria ser o protagonista, como a principal legislação desportiva do país já defende, Estatuto do Torcedor (o próprio nome já indica o ator relevante). No fim e ao cabo o futebol é dele, onde os clubes, federações e CBF, não existiria m sem sua presença. E se alguém invocar qualquer melhoria para o Campeonato Carioca, deveria consultar os próprios torcedores do Estado, sob pena da evidente utilização de argumentos para manutenção do status quo hoje existente.

Quem respalda esse modelo deve ter vergonha na cara e assumir publicamente a defesa do mesmo, sem subterfúgios ou pseudos fundamentos. Quem ainda tem esperança que algo pode mudar deve apoiar a construção de um novo, em que as Federações e a CBF seriam meros intermediários, e a Primeira Liga dá um grande passo para essa transformação. Como diria Oscar Wilde, "O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação." 



2 comentários:

  1. Concordo, nu último carioca,dois dos grandes e todos os pequenos tiveram prejuízo. O que foi discutido desde lá pra que isso não se repita?Até qua do os.pequenos vão só reviver assim?(já que essa 3 a .maior desculpa pra existência do campeonato)
    A parte subjetiva:esse papo de mias charmoso,era quando ti há craque,pelo menos nos quatro grandes

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  2. Concordo, nu último carioca,dois dos grandes e todos os pequenos tiveram prejuízo. O que foi discutido desde lá pra que isso não se repita?Até qua do os.pequenos vão só reviver assim?(já que essa 3 a .maior desculpa pra existência do campeonato)
    A parte subjetiva:esse papo de mias charmoso,era quando ti há craque,pelo menos nos quatro grandes

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