quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Futebol e Outras Coisas


A COLUNA

Como se sabe, este blog foi criado em decorrência de um grupo de whatsapp, para exposição de algo que discutimos internamente. Para harmonizar as publicações, colunas foram criadas e fui designado para escrever todas as quartas-feiras.
Hoje em dia ficou fácil e ao mesmo tempo difícil escrever em um blog. Fácil em decorrência do alcance e acesso das pessoas às redes sociais. Difícil justamente pelo alcance e fúria de algumas pessoas, que não suportam opiniões diferentes, tentam impor comportamentos e padronizarem o pensamento.
Desta forma, a finalidade desta coluna é apresentar uma visão e falar sobre acontecimentos que marcaram a semana. Por isso, o “Personagem da Semana” estará sempre presente, mesmo sem a pretensão de se aproximar do brilhante Nelson Rodrigues, que tinha uma coluna com o mesmo nome, mas possuía uma visão própria e genial acerca de determinado acontecimento futebolístico.

O PERSONAGEM DA SEMANA

 No dia 11/01/2016, a FIFA premiou os melhores do mundo do futebol no ano de 2015, com destaque para Lionel Messi mais uma vez eleito com todos os méritos o melhor jogador do mundo. Porém, não será o personagem da semana, pois a cerimônia somente formalizou o que todos já sabiam.
No entanto, Wendell Lira foi eleito por votação popular como o autor do gol mais bonito. Talvez não tenha sido merecido pela plasticidade ou grau de dificuldade, mas ganhou a simpatia do público, principalmente por ser o “penetra” da festa.
A história de um menino que era uma promessa das categorias de base do Goiás, sofreu com lesões, passou por diversas equipes, fez o gol mais bonito de 2015 pelo Goianésia e estava sem clube até acertar com o Vila Nova – GO, certamente poderia ser o personagem da semana. Já imaginaram quantos jogadores abandonaram a carreira e o sonho, por não conseguirem jogar em um grande clube?
Contudo, o personagem da semana é um jogador que passou por diversos times de futebol, sofreu com uma tuberculose tardiamente detectada no Dynamo de Moscovo e não era penetra na festa, pois já a frequenta durante muito tempo.
O personagem da semana é Thiago Silva, eleito por capitães e treinadores de seleções como um dos dois melhores zagueiros do mundo, durante três anos consecutivos. Seria mais uma história alegre de nosso futebol?
A resposta é não. Somos brasileiros e encaramos o futebol com uma importância e soberba enormes, que nos impede de agirmos com a razão. Por jogar uma Copa do Mundo no Brasil, em hipótese nenhuma seria admissível que nossa seleção não fosse uma das favoritas.
Já vi relatos na Copa de 1974, em que um jornalista pergunta a Zagallo o que aconteceria se o Brasil perdesse para a Holanda. A resposta foi que isso não era admissível, mesmo sendo uma partida contra a equipe que jogava o melhor futebol na época. A mesma pergunta foi feita para o técnico holandês e ele respondeu que a vida continuaria, já que seria apenas um jogo de futebol.
Quem não conhece a história do Barbosa, considerado por muitos o melhor goleiro brasileiro de todos os tempos? Em decorrência de um gol que em minha opinião nem foi resultante de uma falha individual do arqueiro, o mundo desabou na sua cabeça, a ponto de certa vez declarar: “No Brasil, a pena máxima (de prisão) é de 30 anos, mas pago há 40 por um crime que não cometi”.
Inclusive, o “Professor Parreira” ainda humilhou o goleiro que foi campeão Sul-Americano com a seleção brasileira em 1949, da Libertadores com o Vasco em 1948 e seis vezes campeão carioca pelo “Expresso da Vitória”, ao não permitir a sua entrada na concentração da seleção antes de uma partida decisiva pelas eliminatórias da Copa de 1994.
Agora, o “Professor Dunga” insiste em não convocar o melhor zagueiro do Brasil e talvez do mundo. Assim como na Copa de 1950, ocorreu um “oba-oba” imenso na última Copa. Na véspera do jogo decisivo do primeiro “Maracanazzo”, todos os jogadores participaram de uma solenidade com políticos da época e a imprensa já tratava a seleção brasileira como campeã do mundo, sem se atentar ao fato de que jogaria contra a forte seleção uruguaia. Hoje, enxergamos que a seleção alemã estava muito melhor na parte física, emocional e técnica em 2014.
Entretanto, nosso treinador na época entendia que não precisava estudar a equipe adversária e nem poderíamos jogar recuados, como fez a seleção argentina (quase venceu a Copa, mesmo com um time inferior tecnicamente). Lembro-me de um jornalista apontar a seleção brasileira como grande favorita ao título.
Em nenhum momento se admitiu que a equipe estava em formação, com jogadores jovens e que perder para a Alemanha não seria nenhum fracasso. Entendo que os principais responsáveis pela derrota da seleção foram jogadores que pela idade poderiam ser a referência da equipe, como Ronaldinho Gaúcho e Adriano, mas que preferiram se dedicar a algo diferente de futebol.
Todas as fichas estavam em Neymar, um jogador ainda em formação. A faixa de capitão foi entregue a Thiago Silva, que da mesma forma dos demais jogadores, não estava preparado para uma pressão daquela. A seleção brasileira treinava pouco e o ufanista Parreira voltava a dizer que a equipe era a favorita para o título.
Mesmo sem jogar no fatídico 7 x 1, Thiago Silva continua carregando a sombra de um dos principais responsáveis pelo “Maracanaço 2”. Até concordo que o jogador não pode ser capitão, pois nem todo mundo nasce com aptidão para liderança.
Isso não quer dizer que não mereça a titularidade, pois se seleção é o momento, ninguém melhor para a posição. Dunga, o mesmo treinador que em 2010 treinou uma seleção nervosa, que parecia levar jogadores então alegres como o Robinho para uma guerra (quem não se lembra do semblante dele no jogo contra a Holanda), e nem de longe representava o típico futebol brasileiro, quer transformar o melhor zagueiro do mundo no novo Barbosa.

“CHICO – UM ARTISTA BRASILEIRO”

 Vale a pena assistir ao filme “Chico, um Artista Brasileiro”, principalmente para aqueles que se acham no direito de agredirem pessoas que pensam de modo diferente, principalmente no quesito política.
Podem ficar tranquilos. O filme não aborda o momento atual do País e nem chega a ser um resumo de sua carreira artística, já que em duas horas não seria possível. Serve apenas para se conhecer melhor um gênio da Música Popular Brasileira.


2 comentários:

  1. Sensacional o texto Danilo, e goatei da ideia do personagem da semana. So levanto um ponto p discussao: como assim culpar jogadores e ex jogadores que nao foram a copa pelo fracasso? Eles tinham obrigacao de querer estar la? Vamos aos debates rsrsrs parabens!

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  2. Danilo eu só não entendi porque vc colocou uma foto do Barbosa se a maior parte do texto refere-se ao Thiago Silva.

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