quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O individualismo presente no futebol

                             
Conforme já exposto em artigo anterior vivemos uma era em que o individualismo está superando o jogo coletivo do futebol, e não há uma reflexão necessária sobre o tema. Thomas Hobbes, filósofo e pensador político do século XVII, já alertava para a natureza egoísta e individualista do Homem.

No futebol moderno, desde as categorias de bases, observamos que os jogadores se escudam em conselheiros/empresários que só fazem alimentar esse problema, pois em regra os conselhos sempre almejam o destaque individual do atleta, em detrimento do jogo de equipe. Isso faz com que os treinadores acabem tendo um trabalho dobrado para educar o jogador a respeitar as instruções coletivamente traçadas.

Essa cultura individualista também se propaga no futebol profissional, onde as premiações, e consequente evidência midiática bem como valorização econômica, estão cada vez mais atreladas aos gols e assistências. O que tem feito com que os meias e atacantes, de uma forma geral, ganhem mais que o restante dos jogadores, desvalorizando o futebol como jogo coletivo.

O problema se torna maior quando se percebe que o jogador força uma jogada individual quando a melhor opção era um passe, mas essas conclusões nem sempre são matemáticas pois um gol posterior já fará esquecer o individualismo da jogada anterior.

Não há fórmula mágica, mas é evidente que nenhum time ganha com um só jogador, aliás a máxima de que "a união faz a força" já é antiga e deveria ser cada vez mais difundida. Por sinal, o atual Campeão Brasileiro, Corinthians, talvez seja um bom exemplo positivo a esse respeito, uma vez que mesmo perdendo diversos jogadores no decorrer do campeonato, conseguiu manter a regularidade pela força coletiva do futebol jogado.

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