segunda-feira, 28 de março de 2016

Muricybol entre o velho e o novo


                               

O Flamengo contratou o técnico Muricy para ser o treinador do clube após desempenho ruim dos ocupantes do cargo em 2015.

No pacote vinha um propalado estágio no Barcelona, que fariam Muricy inovar em termos ofensivos, já que sempre foi bem conceituado em armar boas defesas. Para o Flamengo também contou muito a experiência de um treinador disciplinador, uma vez que alguns eventos envolvendo a falta de profissionalismo dos jogadores ficaram evidentes em 2015.

Concomitantemente chegaram novos jogadores, e, segundo se divulga, estaria apenas faltando um zagueiro rápido para atender aos pedidos do comandante. Soma-se também ao exposto um novo departamento de análise técnicas, que colocam o Mengão no mesmo nível dos melhores clubes do país.

Então o que estaria faltando para o time dar certo?

O time titular não possui substitutos à altura em algumas posições fundamentais. Vizeu, ainda jovem, tem potencial, mas não substitui a qualidade técnica de Guerrero. Sem Cuellar e Mancuello o time perde no passe, em qualidade técnica, na transição, na compactação e nas saídas em velocidade. Quando joga sem o Juan a defesa vira um deus nos acuda.

Falta criatividade. O mesmo problema que acontecia ano passado se repete esse ano. Assim, o time enfrenta muitas dificuldades quando encontra um adversário bem postado defensivamente. Essa falta de criatividade deveria ser suprida com uma alteração tática, colocando mais um meio-campista em substituição a um atacante (que no caso seria o Marcelo Cirino). Portanto, deveria ser testada a opção com Ederson e Alan Patrick no meio, enquanto Mancuello estiver lesionado.

As viagens não podem servir de desculpas para esse pseudo "cansaço", pois são curtas, os translados não precisam de maiores desgastes físicos e as acomodações são boas. Todavia, prejudicam o treinamento, mais especificamente a falta dele. De outro lado abre-se uma oportunidade de maior controle alimentar e de hábitos prejudiciais, assim como a possibilidade de um melhor estudo técnico do adversário. (Nesse quesito é bom lembrar que o Sport foi o time que mais viajou ano passado e ainda assim conseguiu um bom desempenho no Brasileiro)

As constantes mudanças. Testar as opções do elenco no primeiro semestre sempre parece ser uma boa tentativa, pois as competições disputadas são menos exigentes (isso no caso do time não estar disputando a libertadores), apresentando-se como uma forma de avaliar melhor com quem se deve contar. De outro lado, a torcida sempre é impaciente, esperando vitórias e títulos. Então, talvez seja o momento de se render às exigências da torcida e sempre escalar o time principal (só poupando em casos de necessidade premente), pois do contrário há forte tendência de perda dos incentivadores.

E agora Muricy, continuará demonstrando aquele seu lado teimoso ou tentará buscar alternativas para a presente crise?






4 comentários:

  1. Realmente ele vem cometendo alguns equívocos na escalação e, principalmente, nas substituições. Ele teve o seu ápice quando dirigiu o Fluminense. De lá pra cá, não fez bons trabalhos e o seu período sabático parece que não foi muito bem aproveitado. Mesmo assim, com o seu conhecimento e experiência, se tiver mais tempo para trabalhar o rendimento do time vai subir. Quase todos os times estão nivelados por baixo. Dê uma curtida no site esportivo "NO ÂNGULO", de São Paulo, na "Coluna do Leitor", e verifique o que tenho escrito por lá. Abraços!

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    1. Tadeu gostei do texto sobre o Zezé Moreira. Os irmãos Moreira são parte da história do futebol brasileiro.
      Em relação ao Muricy acho ele bom treinador, sendo uma opção do mercado para o Flamengo. Ainda acho prematuro qualquer menção a troca, mas ele já começa a sofrer pressão, e técnico bom tem que saber lidar com isso. Pelo menos ele melhorou o seu habitual mau humor, só não sei até quando.

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  2. Num cenário de jogos excessivos durante o ano, pedir ao treinador para não realizar os revezamento é assumir riscos de contusões. O time não é boom e ainda desfalcado tende a piorar.
    Quanto ao treinador, continua sendo um dos melhores do país, os números demonstram, bastar a diretoria não seguir a regra e mantê -lo no cargo.

    Leal

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    1. Leal não acho que seja momento para troca, mas entendo que o Muricy tem feito algumas opções erradas. Vamos ver como ele se sai com essa pressão em cima dele.

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