terça-feira, 8 de março de 2016

No balcão com o Saraka


A HORA E A VEZ DOS ÁRBITROS

     

     
      E o ano promete para o futebol.  Se 2015 terminou de forma catastrófica para o esporte, com uma série de casos de corrupção envolvendo até o mais alto escalão da FIFA e de algumas confederações , inclusive com dirigentes afastados, banidos e  presos, o presente ano parece trazer novos ares.

      Após o afastamento de J.Blatter, o também suíço Gianni Infantino venceu as eleições para o cargo máximo da FIFA há pouco mais de uma semana , prometendo resgatar a imagem  da instituição e assim devolver credibilidade à mesma. Nessa semana o mandatário anunciou algumas mudanças nas regras e tal pacote é visto como o de maior impacto em toda história do esporte, dentre elas , o uso do replay para avaliar certos lances pré-definidos.

      Que o futebol se tornou irreversivelmente um produto de alto poder mercadológico não temos dúvida. Mesmo que visceralmente  continue a ter a essência de qualquer esporte , ou seja, competir e vencer, na prática vemos que não é só isso. Não com muita dificuldade nos deparamos com torcedores discutindo números, renda, público...enfim, lucro! É naturalmente aceito que se faça uma campanha até mediana, desde que as finanças apresentem bons resultados.  Definitivamente não nos interessamos só por gols . Neste contexto, as regras do esporte  tido como o mais conservador do mundo, precisavam se harmonizar melhor com as novas imposições  por algo mais maduro, profissional e  autêntico.

      E não só as cifras motivaram essas mudanças. Soma-se a elas o fato de o jogo se encontrar num nível de intensidade quase desumano. Fisicamente passamos a ter verdadeiros super atletas em campo. E a tecnologia que produz tais atletas também age para criar bolas e gramados cada vez mais rápidos , acelerando ainda mais as partidas. Além disso , algumas orientações  aos árbitros para que a bola fique menos tempo parada acabaram por , definitivamente, desequilibrar essa balança.  Claro que os árbitros não dariam conta . Seus erros se multiplicaram  e isto não abalou só a confiança dos torcedores , incomodou também os negócios. Os resultados não mais poderiam estar atrelados a uma boa atuação do homem do apito .

      O replay que por tantos anos escancarou os erros de arbitragem transformando-os em vilões, vai agora mudar de lado e passará a auxiliá-los . O futebol se tornou maior que suas regras , e desta vez as grandes mudanças são inevitáveis .



Como será?

      O recurso será gerido por um assistente fora de campo com acesso aos vídeos. Este poderá chamar a atenção do árbitro para determinado lance que passar despercebido ou ser questionado pelo próprio árbitro caso ocorra um lance duvidoso.  Inicialmente o recurso será utilizado em fase experimental a partir de 1º de junho deste ano até ser incorporado definitivamente  em 2 anos. Poderá ser utilizado  em quatro ocasiões: definir se foi gol, lances de expulsão , marcações de pênalti e identificação de atletas. Em casos de impedimento, o recurso só poderá ser utilizado caso o lance termine em gol. O Brasil está entre os países escolhidos pela FIFA para testar essa nova tecnologia.

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