sábado, 5 de março de 2016

Na meiuca # 10: Desanimador...



Você tem acompanhado a seleção? Sabe sua colocação nas eliminatórias? Sabe a data do próximo jogo? Sabe a posição ocupada no ranking da FIFA? Se a sua resposta for “não” para todas as perguntas anteriores, saiba que está igual a mim e a tantos outros brasileiros que um dia (nem tão longe assim), já foram  apaixonados pelo escrete canarinho.

E se além disso você ainda não gostar do trabalho do Dunga como técnico, serei capaz de dizer que já estamos em grande número. Só está faltando gritarmos…

Sim, gritarmos. E não me critique. Infelizmente sou daqueles bobos que ainda acha que a seleção é patrimônio cultural e motivo de orgulho desse sofrido povo. Ou que pelo menos deveria ser.

Mas você pode estar se perguntando o porquê de eu estar escrevendo tudo isso, meio que “do nada”. E eu explico. Quando acho que não vou mais me importar com o que acontece na seleção, deparo-me com a convocação do Dunga, realizada ontem, para os próximos dois jogos das eliminatórias.

Como sou daqueles apaixonados pelo violento esporte bretão, que não se restringe a acompanhar apenas os jogos da equipe pela qual torce, me sinto no direito de analisar a convocação de cada jogador que aparece na tão esperada lista. Sem falar nos que não aparecem.

Na de ontem, senti falta do Jefferson.

Eu acho o Jeferson um goleiro acima da média. Como vários outros aqui no Brasil. Respeito se você pensar diferente. Assim como respeito a opção por outro goleiro. Mas a opção do Dunga eu não respeito. Simplesmente porque ninguém vai de homem de segurança a renegado em alguns jogos, onde não tenha feito nada, dentro das quatro linhas, que justifique tamanha “represália”.

Jefferson tem bagagem, currículo, foi um dos três goleiros da seleção na última copa, está agarrando em alto nível há pelo menos quatro ou cinco anos, e de goleiro titular da seleção no período pós copa a barrado em dois jogos, após uma falha discutível, e sob a alegação de que futebol é momento… francamente, não cola.

Afinal, se futebol é “momento”, qual a justificativa para as convocações de Kaká, Renato Augusto e Gil, que sequer jogaram esse ano? Vou além. Se considerarmos dezembro do ano passado, é possível calcular um período de inatividade desses jogadores de aproximadamente noventa dias.

Pois bem, Marcelo e Alisson são bons goleiros? Sim. Claro que são. Gostaria de tê-los no meu time, inclusive. Mas seleção é algo mais. Seleção é lugar de quem vem fazendo algo pelo seu time e pelo futebol do seu país  há pelo menos dois, três campeonatos. E não apenas um. De quem já veio galgando degraus lá dentro. E não de revelações. Ainda mais pra sentar imediatamente na janela.

A verdade é que nossa paciência de torcedor está se esgotando. Já não suportamos mais alguns teatros e meias verdades. Se aconteceu algo mais, devemos saber, ter conhecimento, para evitar a formação errada de opiniões. Como pode estar acontecendo agora. Apesar de achar que não.

Por fim, pelo fato do Dunga só ter trabalhado na seleção e no Internacional,  não consigo saber qual a sua linha de trabalho. Mas atitudes como a de ontem reforçam a minha crença de que estamos certos ao “dar um tempo” nessa relação de amor com a seleção.

Principalmente pelo fato de ter do outro lado, no comando, alguém tão volátil para depositarmos todas as nossa fichas… ou você já se esqueceu que Neymar não foi à copa da África do Sul, porque, segundo o mesmo Dunga, tinha jogado bem apenas um campeonato?

Lembrando disso logo me questiono: o importante não é o momento? Claro que não. Isso é conversa fiada. Momento conta, mas não é o fator determinante para a convocação, nem para as demais escolhas da seleção. Tite é a prova viva disso.

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