Hoje tem jogo do Brasil contra o Paraguai no Defensores del Chaco, em Assunção, pelas eliminatórias Sulamericanas. O Brasil é o terceiro colocado, mas um empate ou derrota poderá fazer descer ladeira abaixo na classificação.
A falta de esperança contamina o torcedor brasileiro, que após os 7x1 para a Alemanha e a desclassificação precoce na Copa América (para o mesmo adversário de hoje) fez aumentar o número de pessoas com diagnósticos "sombrios" (de possível não classificação para a Copa do Mundo) em relação ao desempenho da seleção canarinha.
Imediatamente alguns são contaminados a dizer que não temos mais jogadores como no passado. A dúvida passa pela minha cabeça e então eu me lembro que na última eleição da seleção dos melhores jogadores da FIFA tivemos quatro representantes. Daniel Alves (lateral direito), Thiago Silva (zagueiro), Marcelo (lateral esquerdo) e Neymar (atacante, que também foi eleito o terceiro melhor do Mundo).
Concomitantemente eu faço um esforço para recordar como vão os brazucas nas principais Ligas da Europa. Na Inglaterra percebo que Philippe Coutinho é o principal jogador do Liverpool, que conta também com o atacante Roberto Firmino; acresce-se Willians e Oscar, que são peças fundamentais do Chelsea (embora a má fase do time tenha contaminado a evidência do futebol dos mesmos) e Fernandinho como titular absoluto de Manchester City. Na Liga Espanhola (além dos jogadores anteriormente destacados) temos o goleiro Diego Alves do Valência jogando em alto nível há algumas temporadas e Felipe Luis pelo Atlético de Madri. No Campeonato Alemão Douglas Costa foi eleito o melhor jogador do primeiro turno, jogando pelo Bayern de Munich e Luis Gustavo é titular do Wolfsburg. Na Itália Felipe Anderson foi eleito para a seleção da temporada atuando com brilhantismo pela Lazio e Miranda continua sendo destaque, após boas temporadas pelo Atlético de Madri, jogando na Inter de Milão. Na França além de Thiago Silva (já citado), David Luiz é titular e referência do PSG (apesar de todas as suas maluquices), contando ainda no banco com o promissor zagueiro Marquinhos, além do meia Lucas. Vale também lembrar que Jonas disputa a chuteira de ouro da temporada atuando pelo Benfica e Hulk é a referência do Zenit. Nem citamos aqui os diversos destaques na temporada recente que foram atraídos pelo dinheiro do milionário futebol Chinês ou até mesmo aqueles que atuam em terras tupiniquins.
Considerando todos esses jogadores, os quais, em sua maior parte seriam titulares em qualquer seleção do Mundo, a pergunta que fica é porque a seleção vai tão mal? Inevitável não apontar como Cristo o treinador, que apesar de um desempenho bom em outra oportunidade pela seleção (apesar da eliminação desastrosa para a Holanda na Copa do Mundo de 2010), pois Dunga ainda não conseguiu apresentar qualquer padrão tático. Parece que ressuscitar Dunga no comando da seleção foi um grande erro, já que nunca fez qualquer trabalho digno de registro, nem nunca foi considerado um técnico tático. Só o brio, a motivação e a tentativa de impor uma linha dura são insuficientes para um técnico de seleção. Aliás a verve turrona ainda fez excluir dos convocados Thiago Silva e Marcelo. Os torcedores não vão dar trégua e os nomes de Tite, Guardiola, Sampaoli, além de outros, já são lembrados. Acredito que a seleção se classifique, mas a cruzada contra Dunga já foi aberta, onde somente bons resultados e atuações poderão tirá-lo das cordas do ringue.

Na opinião de Ralph Dutra: "Dunga nunca foi técnico de futebol, em 2010 a seleção ainda tinha um padrão porque tinha uma comissão técnica razoável. Dunga é antiquado, ranzinza e rancoroso. Com as peças que têm ele não consegue dar um padrão de jogo a equipe. Aí vão me questionar a falta de treinos, mas quando se tem tempo pra treinar a CBF inventa uma logística maluca onde saiu de Recife para Porto Alegre (fazer o que?). Sempre fui contra a presença de Dunga na seleção e a favor de um técnico estrangeiro, e por incrível que pareça vejo muito mais fácil a assimilação de jogo de nossos jogadores a um técnico estrangeiro do que brasileiro. E o pouco interesse que tenho na seleção hoje o Dunga ajuda a eu ter menos ainda."
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