segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Memórias de Torcedor #2 - Brasil e França 1986 -

                     
Copa do Mundo de 1986 - Brasil e França - 

Uma das lembranças mais antigas que tenho de uma partida de futebol remonta ao ano de 1986, quando tinha apenas 6 anos, mas já familiarizado com o mundo da bola, afinal brasileiro e futebol é uma combinação quase que religiosa.

Lembro que todo dinheiro que ganhava eram destinados a ir na padaria para comprar o chiclete ping pong, o qual vinha com figurinhas dos jogadores de futebol que iriam à Copa. Colecionar era inevitável, assim como as rodadas de bafo (jogo de criança que consiste em levantar uma ou mais figurinhas através de um movimento curto e seco com a palma da mão em forma de concha) destinadas a aumentar ou diminuir (de acordo com as vitórias ou derrotas) as figurinhas.

A memória é da partida entre Brasil e França nas quartas de finais da Copa do Mundo. Nessa época a turma do Banerj (composta por amigos de trabalho que sempre se reuniam para beber e jogar futebol, ente eles, cito de cabeça alguns, João Moreno, Jorginho, Genésio, Alvim, Sidinei, Valcir, Pai Jorge, Adilson Dutra, Breninho, Marcos Aurélio, Carlos Henrique, Mário, Farrim, Sebastião, Venilton, Cervejinha, entre outros), da qual meu pai fazia parte, organizava uma concentração para ver os jogos do Brasil na casa de um dos integrantes. Nesse dia o churrasco era na casa do Valcir Leite e havia muita cerveja e comida, além de buzinas, bandeiras e instrumentos musicais. Todos já estavam preparados para participar da tradicional carreata e comemorações após as vitórias, todavia esqueceram de combinar com o França...

Zico era uma das esperanças daquele time, o qual ainda contava com alguns remanescentes de 1982. Todavia, a grave lesão no joelho no ano anterior ainda exigia sacrifícios para o atleta, fazendo com que fosse aproveitado gradualmente nos jogos da seleção. Assim, um dos lances marcantes dessa partida aconteceu após a entrada do craque, que fez um lançamento genial para Branco, que sofreu pênalti. Sócrates era o cobrador da seleção, pois Zico estava voltando de contusão, mas o doutor dá a bola para o galinho bater, que perde a cobrança. Ainda naquele jogo houve lances incríveis, com Sócrates perdendo duas chances claras de gol e as bolas na trave de Muller e Careca. Mas a partida termina empatada e mais uma vez o pênalti vira o assunto do jogo, com Sócrates e Julio César perdendo as cobranças pelo lado do Brasil e Platini perdendo pela França. Talvez a imagem do pênalti batido pelo Francês Bruno Bellone acertando a trave, com a bola voltando nas costas do goleiro Carlos e entrando seja um símbolo da falta de sorte do Brasil na partida.

Porém, minha maior recordação foi uma tremenda dor de cabeça, pois na comemoração de uns dos primeiros gols da disputa derradeira pulei, mas não percebi que o espaço entre o teto da bancada e meu salto não havia distância suficiente, e bati com a cabeça, quando comecei a chorar e fui acudido por todas mães que estavam no local. Enfim, uma tremenda dor de cabeça, um choro e a derrota para França ficaram marcadas em minha memória.

E você leitor, qual a lembrança dessa partida?

3 comentários:

  1. Foi depois dessa cabeçada na bancada que vc virou o Tantan?
    história muito antiga pra mim, meu amigo. mas me recordou algumas coisas.
    grd abraço

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  2. Mais um jogo realmente marcante! O time era forte, fez bons jogos, belaa jogadas durante a competicao, mas a Franca... comecou ai nosso carma kkkk

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  3. Sensacional a publicação! Pra falar a verdade, não lembro nada desse jogo. A primeira Copa do Mundo que acompanhei foi a de 1990. Em relação a futebol, minha primeira lembrança é o gol do Sorato, na final do Brasileiro de 89, contra o São Paulo. Vascão campeão...rs

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