quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Na meiuca # 6 - Minha Seleção X Escrete do Dunga



O que a seleção brasileira representa, hoje, para você?  Você sacrificaria um programa para assistir a um jogo da seleção na TV? Ou pagaria um preço maior do que o preço médio praticado nos jogos decisivos do Brasileirão para assisti-la em um estádio?

Pois bem, tenho feito esses questionamentos pelo que tenho visto e ouvido das pessoas sobre a seleção e por sempre ter sido um amante incondicional da mesma.  E podem acreditar, ainda sou.  Apesar de reconhecer que esse amor está vivendo períodos de crise. Sei que alguns vão querer arremessar pedras com os dizeres: “7x1”, “Del Nero”, “Dunga”, e outros mais.  Mas, ao optar por escrever sobre a seleção, já sabia que correria esse risco. E mais, juro que vou entender até as críticas mais duras. O que não quer dizer que vá aceitá-las.  Afinal, são duas coisas bem distintas.

Não sou um estudioso capaz de identificar o que falta para nossa seleção (além de jogar bem, claro), mas hoje, minha maior vontade era saber o que falta para trazer a seleção novamente para perto do povo e vive-versa. E nesse último caso não diga que jogar bem bastaria, pois é mentira.  Sempre há aquele reticente que faz questão de diminuir o adversário, apontar que não valiam três pontos, ou algo do tipo.

Porém, apesar de não ser um estudioso, como disse acima, gosto de futebol o suficiente para dizer que sempre que penso sobre o assunto, uma alternativa logo me vem à cabeça, que aliás já poderia ter sido aplicada na primeira rodada das eliminatórias, uma vez que a derrota para o Chile era considerado um resultado normal para a comissão técnica e uma vitória sobre a Venezuela era o placar a se esperar até do nosso quinto time.

Para explicar meu raciocínio preciso destacar antes o que todos já sabem: que o torcedor brasileiro ama o futebol.  Porém, mais do que o futebol, o torcedor da terra tupiniquim ama o seu clube, para não dizer o time de futebol do seu clube.  Quer uma prova, faça aquelas mesmas perguntas lá do primeiro parágrafo do texto para um torcedor apaixonado de qualquer clube e verá que serão respondidas positivamente se aplicadas ao time do coração daquele leitor.

E é exatamente daí, dessa cartola, que pode surgir o coelho, todavia para retirá-lo seria necessária uma certa audácia, precisaria de um mágico renomado, alguém disposto a deixar todo o picadeiro atônito, principalmente aqueles que financiam o espetáculo.

Esse coelho, na minha humilde opinião, seria uma seleção nacional, no sentido literal da palavra, vez que convocada com base no Brasileirão e, graças às eliminatórias, poderia jogar um jogo oficial em casa. Trataria-se de uma seleção que conhecemos, acompanhamos e  vemos jogando por aqui. Qual brasileiro que não gostaria? Ou você acha que um Corinthiano, meio desiludido com a seleção, não pararia para assistir ao Jadson envergando a 10 no lugar do Oscar. Ou um Santista, descrente depois da copa, que não se encantaria em ver o seu artilheiro, Ricardo Oliveira, no lugar do Hulck?.

Foi com base nessa fórmula que pensei em uma seleção com os melhores do campeonato nacional. Ou você é um daqueles que considera o nível daqui muito baixo e que nossos craques não seriam capazes de representar a seleção canarinho no mesmo padrão da seleção montada pelo Dunga (sem a presença do Neymar, claro)?  E vou além. Não acha que esses jogadores que desfilam por nossos clubes, não aproximariam um pouco mais os amantes do futebol à seleção?  Ok. Tudo bem. Sei que a coisa é muito mais complexa, mas estou trabalhando com ideias, se plausíveis ou não, dependem de quem está no comando. E comando, hoje, na CBF, todos sabemos que não existe. Ou existe?

Ainda que não houvesse uma mobilização pela seleção em si, haveria um movimento pelos seus selecionáveis, o que já geraria um efeito por tabela. Não é esse o objetivo final, eu sei, mas já seria um meio interessante para se chegar ao final pretendido.

Para completar a ideia, nada mais justo que apresentar a minha seleção, ou melhor, os meus selecionáveis para as 23 (vinte e três) vagas permitidas. Só que antes, mais uma ressalva, o Botafogo não disputa o Brasileirão mas tem o melhor goleiro do país, por isso tem jogador na lista:

Goleiro:  Jeferson (Botafogo),  Vitor (Galo) e Cássio (Corinthians);
Lateral-direito:  Marcos Rocha (Galo) e  Lucas (Palmeiras);
Lateral- esquerdo: Marcelo Oliveira (Grêmio)  e  Jorge (Fla);
ZagueiroJemerson (Galo),  Gil (Corinthians) e Felipe (Corinthians),  Marlon (Flu);
Volante: Elias (Corinthians), Rafael Carioca (Galo), Gabriel (Palmeiras), Otávio (Furacão);
Meia: Renato Augusto (Corinthians), Jadson (Corinthians), Lucas Lima (Santos), Valdívia (Inter);
Atacante: Ricardo Oliveira (Santos), Fred (Flu),  Dudu (Palmeiras),  Pato (São Paulo)
Técnico: Tite (Cortinthias)

Então pergunto: caso essa ideia se tornasse viável, você teria mais vontade de acompanhar a seleção com esses jogadores? Você não acha que esses jogadores teriam mais tesão em vestir a “amarelinha” que aqueles que lá estão? Por fim, esses jogadores, na sua opinião, ficariam devendo alguma coisa para aqueles convocados para os jogos contra Chile e Venezuela?


Gostaria de ouvir o que cada leitor pensa sobre o tema, principalmente para saber se esse meu amor incondicional pela seleção estaria a provocar delírios, de modo a imaginar coisas malucas com a finalidade de prolongar essa relação já fadada ao insucesso...

10 comentários:

  1. Concordo em parte, Jean. Essa seleção se aproximaria mais do torcedor, mas tenho o pensamento de que seleção é o momento do jogador. Só que sabemos que nesses amistosos alguns jogadores precisam ser convocados, pois a CBF está mais preocupada com o dinheiro.

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    1. Valeu, Danilo. Na verdade, menciono essa parte do dinheiro, quando falo que o mágico deveria enfrentar, inclusive, os financiadores do espetáculo. Quanto ao momento do jogador, penso que "convoquei" com base no momento de cada um deles, afinal, estão entre os melhor do Brasileirão.

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  2. Pode ser uma boa tentativa, mas não devemos esquecer que houve dois superclássicos das Américas com a Argentina que seguiu exatamente essa lógica.

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    1. Sei disso, mas no superclássico havia a obrigação de convocar os jogadores somente daqui. Quero esse tipo de convocação quando se tiver opção, bem como em jogos oficiais...

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  3. Belo texto Jean! Otimo tema, bem desenvolvido, e "botando a cara". Acho uma ideia bacana, apesar de eu nao excluir o Neymar dessa, ele eh um idolo nacional... nao creio, salvoalgumas posicoes (laterais) o restante edta no mesmo niovel dos q vem se apresentando. Quem sabe um dia? Uma selecao dessas no Maraca ou no Morumbi? A pacioencia da torcida duaria mais q os 10min habituais? Tomara!

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    1. Shao, obrigado. Jamais excluiria o Neymar. E, sinceramente, achei que tivesse deixado isso claro no post, uma vez que comparei esta seleção àquela que disputou os dois primeiros jogos das eliminatórias. Aliás, Neymar é hoje o nosso jogador mais capaz de trazer o povo/público para perto da seleção. Talvez exista mais pessoas que vão ao estádio para vê-lo, do que para ver a seleção.

      Quanto à paciência da torcida, confesso que é difícil dizer, pois o torcedor do jogo de seleção, pelo preço cobrado nos ingressos, costuma ser a galera do sofá no Brasileirão, que, ao meu ver, não entende e nem gosta muito de futebol, salvo raras exceções...

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  4. Eu sou um desiludido com a seleção.
    Apesar de eu ser um defensor do business a CBF exagerou na internacionalização da seleção. Além dos jogadores terem pouco contato com os nossos torcedores, a seleção não joga no Brasil, pois a CBF vendeu os jogos para um grupo e a Inglaterra e os Eua viraram a casa da seleção.
    Além do balcão de negócios de jogadores.
    Mas acho que dá pra resgatar o amor de muitos que perderam pela seleção.

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  5. Eu sou um desiludido com a seleção.
    Apesar de eu ser um defensor do business a CBF exagerou na internacionalização da seleção. Além dos jogadores terem pouco contato com os nossos torcedores, a seleção não joga no Brasil, pois a CBF vendeu os jogos para um grupo e a Inglaterra e os Eua viraram a casa da seleção.
    Além do balcão de negócios de jogadores.
    Mas acho que dá pra resgatar o amor de muitos que perderam pela seleção.

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  6. Parabéns pelo texto Jean, muito bom.
    Com relação a seleção brasileira, sou desiludido a tempos. Mas confesso que gostei bastante da sua idéia, acredito que iria ajudar nessa aproximação.
    Gostaria de dar uma de "Dunga", trocaria Lucas e Jorge, por Vítor Ferraz e Zeca respectivamente. Tb arrumaria um jeito de levar o Gabgol.

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  7. Tenho duas opiniões:
    1) acho q não precisaria de outro goleiro a não ser o Jefferson. Só ele basta!
    2) Acho q o Dunga não levaria o Tite;
    kk

    abraço amigo

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