A torcida do Flamengo é um caso à parte do futebol Brasileiro. E isso com o time fazendo apenas campanhas medianas. No ano a média de pagantes é de 28.641, perdendo apenas para o Corinthians (31.843 pagantes) e o Palmeiras (30.038), que com suas novas arenas e retrospectos melhores conseguem obter um público pagante um pouco maior. Todavia, se a estatística levar em conta o público presente os Flamenguistas ultrapassam os Corinthianos e os Palmeirenses. Tudo isso por conta do enorme número de gratuidades no Estado do Rio de Janeiro. Será que não cabe uma indenização aos clubes cariocas, assim como ocorre com as indenizações pagas pelo poder público para as empresas de ônibus (em razão das gratuidades no transporte público)?
Vale destacar ainda que a torcida do Mais Querido detém 9 jogos entre os 30 maiores públicos de 2015. De outro lado é também a torcida que mais compra pay-per-view, com mais de 15% do total vendido. Sem falar que tem média de 26 pontos percentuais de audiência na TV aberta, o que corresponde a mais de 45% da participação.
Todo esse potencial tem levado a uma nova pratica no mercado. Diversos times estão vendendo seus mandos de campo para realizarem os confrontos com o Flamengo em outras praças, em busca de maior lucratividade. Recentemente o Figueirense recebeu oferta para mandar seu jogo contra o Fla em Brasília e agora é a vez do Santos, que quer levar o confronto para Manaus.
E ainda há torcedores tentando argumentar que a torcida do Mengão não é tão grande assim...só pode ser o fanatismo mesmo.... Ao mesmo tempo (e contraditoriamente) cresce um movimento crítico em relação à possível espanholização do futebol Brasileiro... (principalmente no que se refere às cotas de TV). Todavia, se o futebol é um comércio profissional não há porque haver caridades, onde quem mais vende (em todos os sentidos) tem que ganhar mais mesmo.

O Flamengo recebe a maior cota por causa do Marketing de Retorno. Não se pode querer receber igual, se o retorno não é o mesmo.
ResponderExcluirRalph todos querem ganhar em cima do Fla...
ResponderExcluirO futebol brasileiro sempre se notabilizou pela equivalência dos times. O Campeonato Brasileiro já começava com uns dez times com chances reais de título.
ResponderExcluirQue o Flamengo tem uma grande torcida, ninguém discute. Mas, talvez o Corinthians hoje em dia tenha um apelo maior, pelo simples fato de se localizar no maior mercado consumidor do país e com uma mídia mais forte.
Contudo, tais times devem aproveitar o potencial para venderem mais camisas ou utilizarem o marketing para ganharem dinheiro.
No entanto, a cota de TV deve ser equiparada, para evitar a espanholizaçăo do futebol brasileiro.
Infelizmente, os flamenguistas se acostumaram com benefícios próprios e quando isso não ocorre, falam em boicotar campeonatos e utilizam outros artifícios.
Só para constar: o Vasco é um time tăo nacional quanto o Flamengo e não deve aceitar receber menos de cotas de TV.
Danilo. A globo ou outra emissora não imprime dinheiro, ela leva a proposta aos propensos patrocinadores do futebol e mostra sua grade de jogos, horários e times envolvidos. Se a proposta não agradar o patrocinador, não tem dinheiro para a tv bancar as cotas. Os patrocinadores querem visibilidade e retorno do investimento, não vão fazer caridade.
ExcluirDanilo. A globo ou outra emissora não imprime dinheiro, ela leva a proposta aos propensos patrocinadores do futebol e mostra sua grade de jogos, horários e times envolvidos. Se a proposta não agradar o patrocinador, não tem dinheiro para a tv bancar as cotas. Os patrocinadores querem visibilidade e retorno do investimento, não vão fazer caridade.
ExcluirA divisão das cotas de TV sempre gerará celeumas, mas no artigo http://www.colunadoflamengo.com/2015/10/liga-sul-minas-rio-a-tv-nao-e-o-problema/ há uma opinião interessante, onde 45% (da cota de TV) seriam divididos de forma igualitária, 45% através da audiência + compra de PPV, 5% para a profissionalização da arbitragem e 5% referentes aos custos de organização da liga (Profissionalismo na liga)
ResponderExcluirO Blog Teoria dos jogos também aprofunda esse debate, valendo a pena a leitura. http://www.blogteoriadosjogos.com/2015/07/22/todas-as-audiencias-do-futebol-2015-rj-e-sp/ Destaca-se que o Fla é o único time que consegue manter audiência elevada mesmo jogando contra clubes de menor torcida.
Allan, a grandeza do Flamengo só não é vista por quem não quer enxergá-la. Quanto às cotas de TV, penso que poderia ser utilizado o mesmo critério da Premier League - maior campeonato nacional da atualidade:
ResponderExcluirA Premier League divide o dinheiro de TV em três fatias. A primeira é uma cota dividida igualmente entre os 20 clubes da primeira divisão. Em 2013/14, essa cota foi de € 65,5 milhões. A segunda cota é a chamada por lá de “mérito”, que é paga de acordo com a posição do time na tabela. A cada posição, é pago cerca de € 1,5 milhão. Ou seja: o Cardiff, último colocado, ganha € 1,5 milhão. O 19º ganha pouco mais de € 3 milhões e assim por diante. O primeiro colocado, Manchester City, ganhou pouco mais € 30 milhões.
A terceira faixa é a de TV. A cada jogo transmitido, o time ganha algo próximo a € 942 mil. O time que teve mais jogos transmitidos foi o Liverpool com 28 e ganhou € 27,5 milhões por sua audiência na TV. Os dois times que tiveram menos jogos transmitidos foram Cardiff e Fulham, oito vezes. Há uma garantia contratual que cada time ganhará o equivalente de, no mínimo de 10 jogos, transmitidos. Como esses dois times tiveram só oito jogos transmitidos, ganham a cota de 10 jogos, € 10,8 milhões.
Somando as três faixas, o Liverpool foi quem mais arrecadou com TV na última temporada, com um total de € 122,5 milhões. Quem recebeu menos foi o Cardiff, último colocado. O time arrecadou € 77,98 milhões – um valor maior do que o Manchester United ganhou como campeão no ano anterior, pouco mais de € 76 milhões, graças ao novo contrato de direitos de TV, que passou a vigorar em 2013 e vai até 2016. (matéria publicada em 26/08/2014 - http://trivela.uol.com.br/divisao-de-tv-campeonato-ingles-2013-2016/)
Interessante sua revisão, Lopan. Acho q isso seria algo razoável pra se replicar no Brasil. Na forma atual, as coisas tendem ao desequilíbrio a longo prazo. Não pode ser visto apenas como "se meu clube ganha mais, deixa como está/ se meu clube ganha pouco tem q igualar". Enfim, um grande abraço a todos
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