segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Olhando para Frente #09 - 29/09/15

# Olhando para trás - Dassaev #


Hoje ao ser atendido num estabelecimento, olhei o crachá do vendedor e estava escrito " Dassaev da Silva " não resisti e perguntei,
- Seu pai era apaixonado por futebol né!!!!

Rinat Dasayev ou Dassaev para nós brasileiros era um goleiro da extinta União Soviética. Disputou três Copas do Mundo (82,86,90). É considerado o sucessor do também soviético Lev Yashin, dito por alguns especialistas o melhor goleiro de todos os tempos.
Dassaev jogou apenas em três times, Astrakhan (da sua cidade), Spartak Moscou e Sevilla. Hoje com 58 anos e passado por problemas de alcoolismo, o ex goleiro é preparador de goleiros do próprio Spartak Moscou.
É o jogador com mais partidas pela União Soviética.


# Feriado mais barato #


Com o dólar batendo os R$4,00, viajar pelo Brasil se torna a opção mais em conta. Apesar da crise no país os pacotes de viagem estão sendo vendidos a toque de caixa. Para amenizar os efeitos, as agências de viagens e hotéis reduziram o preço para este feriado, vejam algumas sugestões:
-  Duas noites em Salvador com aéreo e hospedagem R$899,00 p/ pessoa na decolar.com;
- Natal, pacote de três noites + aéreo por R$1.463,00 no hotel urbano;
- Búzios, três noites no hotel Deck dos Tucuns para duas pessoas, R$ 704,00.

Vamos arrumar as malas ???


# Greve dos Prefeitos #


Nesta segunda, várias Prefeituras do Estado do Rio de Janeiro, resolveram parar os serviços não essenciais a população em protesto contra a diminuição da arrecadação devido a crise.
O interessante que os gastos cortados só afetam a população, pois as mamatas, as licitações superfaturadas, os aspones, e os privilégios eles não cortam.
Quero ver a hora que os eleitores acharem não essenciais os "serviços" prestados desses políticos.


# Já temos um Campeão Brasileiro ? #


Faltando dez rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro, o Corinthians aparece com 7 pontos a frente do vice líder Atlético-Mg. Com uma sequência de jogos mais favorável que a do segundo colocado, o timão aparece com 93% de chances de conquistar a taça, segundo os matemáticos.


# Macaé #


Caçula da série B, o Macaé vem arduamente lutando contra o rebaixamento a série C.
Apesar do bom início, onde chegou a figurar no G4, o objetivo traçado para esse ano é a manutenção na segundona.
Segundo o gerente de futebol Gustavo Mendes, disputar a série b não é nada fácil.
- Enfrentamos times tradicionais, com orçamento e cotas televisivas muito superiores a nossa. Nosso projeto é se manter na série B ano que vem, fazermos um bom carioca e melhorar nosso faturamento e aumentar nossa cota de tv.



# Rapidinhas #

- O Vasco escapa?

- O Fla empacou?

- Teremos G4 ou G3 ?

- Eliminatórias: sofrimento ?

# Os buracos nas ruas e estradas é o reflexo dos nossos políticos #



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Bagunça, desmando e desordem: A triste realidade tricolor




Quando foi anunciado o nome de Eduardo Baptista como novo treinador de futebol do Fluminense, juro que fui surpreendido positivamente, mesmo achando que para o momento conturbado que vive o clube, desculpe o jargão, precisaria de um técnico com “culhão”, e não um com apenas um ano e sete meses à frente de uma equipe profissional. Mas, em contrapartida, indicava que a diretoria tricolor continuaria sendo fiel à sua convicção, apostando em novos nomes, novas cabeças, saindo daquela mesmice de nomes como Renato Gaúcho, Celso Roth e Joel Santana, que rondam os bastidores do futebol carioca.

A surpresa infelizmente durou apenas quarenta e oito horas, quando toda a história do possível desmando que assola as laranjeiras veio à tona. De modo a justificar, inclusive, a atual crise na gestão do clube. Pelos boatos, tudo indica que o presidente Peter Siemens e o diretor Mário Bittencourt, logo após a demissão de Enderson Moreira, teriam se reunido primeiramente com Muricy Ramalho. Seria ele o nome preferido para assumir o comando da equipe, desbancando, assim,  outros três possíveis substitutos - Diego Aguirre ex-Internacional, Milton Mendes treinador do Atlético Paranaense e Guto Ferreira atualmente à frente da Chapecoense.

Foram precisas apenas poucas horas para se chegarem a um denominador comum e acertarem o possível retorno do técnico responsável pelo tricampeonato de 2010. O próprio Muricy já teria se antecipado aos fatos e comunicado à direção do canal esportivo ESPN sobre o possível acerto. Uma vez que o rabugento treinador fazia parte de um time de comentaristas do programa Resenha ESPN.

O leitor pode achar que a história a seguir é de caça às bruxas, mas, infelizmente, é verídica e não teve um desfecho positivo, justamente por um mínimo detalhe, ou nem tão mínimo assim, pois esqueceram de comunicar o “acerto” com o novo treinador a quem realmente manda no clube das laranjeiras, Fred. Na atual conjuntura, acredito que ninguém duvide mais do excesso de influência, para não dizer, de poder, que o "cone" da copa de 2014 possui dentro da atual diretoria do Fluminense. Sim, pode acreditar, o Fred vetou a contratação do multicampeão e gabaritado Muricy Ramalho. Técnico que realizou a proeza de ser campeão brasileiro em 2010 pelo clube, com um time que tinha além de Diguinho, uma dupla de zaga formada por Gum e a "Besta Euzébio". Sinceramente, é ou não uma proeza?  Portanto, não seria esse o nome mais indicado para dar jeito a uma das piores zagas do campeonato?

Frequentadores dos bastidores tricolor afirmam que o centroavante teria tido desavenças não superadas com Ramalho, em sua passagem pelo clube. Revelam que Fred não teria aceito as exigências propostas pelo treinado para autorizar sua contratação. Não precisamos nem saber ao certo quais seriam essas exigências para tentarmos, no mínimo, imaginar que o primeiro pedido de Muricy seria autonomia total para tomada de decisões. Exigência suficiente para desagradar o "dono do clube".

Hoje, o clube vive uma inversão de valores, uma política de desmandos, onde um jogador, funcionário do clube, dita as regras do jogo, que, por sinal, estamos perdendo de goleada e dificilmente reverteremos o placar. Seria esse o preço a pagarmos por contar com uma diretoria incompetente, inexperiente e omissa.

Poucos sabem, mas nossos atletas estão completando três meses sem receber direitos de imagem. Não é novidade para ninguém que essa é a maior parcela do vencimento dos jogadores. No entanto, pasmem, os direitos de imagem de Fred são pagos rigorosamente em dia. Único do elenco a ter tal regalia. Por que será?

Diante de tantos boatos e "disse me disse" continuo acreditando que “onde há fumaça, há fogo” e com tantos desmandos vistos até o momento, fica difícil de manter viva a esperança.

Gostaria de perguntar ao mais otimista torcedor tricolor, se ele acredita que Eduardo Baptista tem condições de reverter esse quadro conturbado que vivemos? E mais, teria ele coragem de barrar os medalhões e colocar os meninos de Xerém para jogar? Enfrentaria o capitão do time, colocando-o em seu devido posto? Seria justo, a ponto de escalar apenas os mais preparados fisicamente e tecnicamente na equipe titular? Aguentaria a pressão por não escalar o R10? Conseguiria motivar jogadores que não recebem a totalidade de seus salários há três meses?  Se você acredita que ele seja capaz de tudo isso, gostaria de perguntar ainda, se essas decisões teriam o respaldo da diretoria? Ou algum de vocês acredita que essa novela mudará de capítulo? Irei mais longe, seria esse o preço a pagar para termos Frederico como ídolo?

Volto a afirmar que me surpreendeu positivamente o nome de Baptista, um treinador jovem, que tem a preparação física como sua formação, além da experiência adquirida após comandar as categorias de base de várias equipes. Mas que, infelizmente, ainda não possui "grife" suficiente para servir de escudo para diretoria tricolor frente à crise que assola as Laranjeiras. Resumindo: um bom nome para um momento inoportuno. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Memórias de Torcedor #2 - Brasil e França 1986 -

                     
Copa do Mundo de 1986 - Brasil e França - 

Uma das lembranças mais antigas que tenho de uma partida de futebol remonta ao ano de 1986, quando tinha apenas 6 anos, mas já familiarizado com o mundo da bola, afinal brasileiro e futebol é uma combinação quase que religiosa.

Lembro que todo dinheiro que ganhava eram destinados a ir na padaria para comprar o chiclete ping pong, o qual vinha com figurinhas dos jogadores de futebol que iriam à Copa. Colecionar era inevitável, assim como as rodadas de bafo (jogo de criança que consiste em levantar uma ou mais figurinhas através de um movimento curto e seco com a palma da mão em forma de concha) destinadas a aumentar ou diminuir (de acordo com as vitórias ou derrotas) as figurinhas.

A memória é da partida entre Brasil e França nas quartas de finais da Copa do Mundo. Nessa época a turma do Banerj (composta por amigos de trabalho que sempre se reuniam para beber e jogar futebol, ente eles, cito de cabeça alguns, João Moreno, Jorginho, Genésio, Alvim, Sidinei, Valcir, Pai Jorge, Adilson Dutra, Breninho, Marcos Aurélio, Carlos Henrique, Mário, Farrim, Sebastião, Venilton, Cervejinha, entre outros), da qual meu pai fazia parte, organizava uma concentração para ver os jogos do Brasil na casa de um dos integrantes. Nesse dia o churrasco era na casa do Valcir Leite e havia muita cerveja e comida, além de buzinas, bandeiras e instrumentos musicais. Todos já estavam preparados para participar da tradicional carreata e comemorações após as vitórias, todavia esqueceram de combinar com o França...

Zico era uma das esperanças daquele time, o qual ainda contava com alguns remanescentes de 1982. Todavia, a grave lesão no joelho no ano anterior ainda exigia sacrifícios para o atleta, fazendo com que fosse aproveitado gradualmente nos jogos da seleção. Assim, um dos lances marcantes dessa partida aconteceu após a entrada do craque, que fez um lançamento genial para Branco, que sofreu pênalti. Sócrates era o cobrador da seleção, pois Zico estava voltando de contusão, mas o doutor dá a bola para o galinho bater, que perde a cobrança. Ainda naquele jogo houve lances incríveis, com Sócrates perdendo duas chances claras de gol e as bolas na trave de Muller e Careca. Mas a partida termina empatada e mais uma vez o pênalti vira o assunto do jogo, com Sócrates e Julio César perdendo as cobranças pelo lado do Brasil e Platini perdendo pela França. Talvez a imagem do pênalti batido pelo Francês Bruno Bellone acertando a trave, com a bola voltando nas costas do goleiro Carlos e entrando seja um símbolo da falta de sorte do Brasil na partida.

Porém, minha maior recordação foi uma tremenda dor de cabeça, pois na comemoração de uns dos primeiros gols da disputa derradeira pulei, mas não percebi que o espaço entre o teto da bancada e meu salto não havia distância suficiente, e bati com a cabeça, quando comecei a chorar e fui acudido por todas mães que estavam no local. Enfim, uma tremenda dor de cabeça, um choro e a derrota para França ficaram marcadas em minha memória.

E você leitor, qual a lembrança dessa partida?

Olhando para frente #08 - 22/09/15

# Holambra #

Até o próximo fim de semana, acontece em Holambra-Sp a Expoflora, a maior exposição de flores do Brasil. A coluna esteve presente na cidade e dá nota 10 ao evento e ao lugar. Holambra está a apenas meia hora de Campinas-Sp e foi colonizada por holandeses, por isso o nome Holambra. É referência nacional em produção de flores e sua arquitetura é inspirada nos países baixos, inclusive os tradicionais moinhos holandeses fazem parte da paisagem do local. Sua gastronomia é baseada na culinária da região, sendo usado muitos embutidos e carne suína, os doces holandeses são deliciosos. Não podemos esquecer que a holanda é famosa também por suas cervejas, portanto o nosso leitor vai adorar.


# Chucrute e etc. #

Chucrute, Wurst, Apfelstruder, Eisbein, Kasseler.
Não se assuste, não estamos xingando ninguém, trata-se de: Repolho em conserva, salsichas, torta de maçã, joelho de porco e carré de porco. Isso faz parte da tradicional cozinha alemã. Quem tiver a oportunidade a coluna indica um Eisbein defumado. E para acompanhar uma bela e tradicional Red Ale Alemã.




# Valeu a pena ? #

A chegada de Ronaldinho Gaúcho fez o Fluminense ganhar manchetes no mundo todo. Ações de marketing, venda de camisas e animação da torcida com um time que estava no topo da tabela do brasileirão. Passados pouco mais de três meses da contratação do dentuço o que aconteceu ? Justamente o oposto: time mal na tabela, estádios vazios, elenco rachado e R10.......
Ronaldinho amarga a reserva, as vezes nem no banco fica, não deu uma assistência e gol que é bom....nada. Precisa estrear.
Que furada!!!!!


# Copa do Brasil #

Vamos palpitar ?

A coluna nessa semana vai de Figueirense, São Paulo, e empate nos jogos Fluminense x Grêmio e Internacional x Palmeiras.


# Mortadela #

E mais uma vez o brasileiro é feito de bobo. Depois da mudança e da correria dos motoristas brasileiros para a troca de extintores bc para o padrão abc, cinco vezes mais caros, O Contran decide que o extintor não é mais item obrigatório nos veículos nacionais. Experto foi o amigo da coluna que usou na vistoria um tubo de mortadela no lugar do extintor.


# Rock in Rio #


Passado o primeiro fim de semana do festival, a coluna destaca os melhores momentos por sua ótica.

- O novo vocalista do Queen,  Adam Lambert esqueceu Freddie Mercury e incorporou Ney Mato Grosso;

- Martinália homenageou Cássia Eller tirando a camisa e achou que era menino, ficou sem camisa o resto do show;

- O pout pourri na abertura foi sensacional;

- A presença de políticos na área vip, serve pra quê? Quem pagou o ingresso deles?

# Rodovias #

Quando que teremos rodovias no nível de São Paulo ?




sábado, 19 de setembro de 2015

"E ninguém cala..." Contagem regressiva!



      E o Botafogo "re-embalou"! Num momento crucial da competição , conseguiu encaixar 5 vitórias , atingindo um aproveitamento de 88% dos pontos disputados nas últimas 6 partidas. O grande objetivo do ano se aproxima a  passos largos . Até a sorte resolveu aparecer!  Logo ela que provoca tanto os alvinegros ajudou nos momentos de instabilidade como a troca de técnico e reformulação do elenco , quando o clube contou com tropeços fundamentais dos adversários diretos na disputa pela ponta da tabela , o que garantiu o time sempre no G4. 

      Se na maioria dos jogos não se viu um futebol interessante, na totalidade deles se viu um time muito aguerrido e focado no objetivo. O resgate da autoestima invariavelmente passa por esse acesso e o bom futebol e o título da competição acabam ficando como objetivos secundários. 

      Os últimos 5 jogos foram fundamentais para a arrancada por se tratar de times que disputam a parte inferior da tabela, e os próximos 6 jogos poderão garantir, com certo conforto , a presença na elite do futebol brasileiro em 2016. Os jogos agora serão sequencialmente contra adversários de maior expressão e alguns adversários diretos pelo G4 ( Sampaio Correia , Bragantino, Ceará, Náutico, Bahia e Criciúma) . Vencendo a metade destes jogos, a meta de 64 pontos fica bem próximo e o sonho já começa a virar realidade.

     Parece que o objetivo está bem encaminhado para um fim de ano tranquilo pros botafoguenses, sem a velha história de "tem coisas que só acontecem ao Botafogo". Segundo informações, Maitê já teria até marcado a depilação!

      É esperar pra ver...

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Dejà Vu




Zona do Caos 

Em meio a toda essa confusão que assola as Laranjeiras, nessa última semana mais uma deficiência do nosso tricolor ficou escancarada: a falta de um Centro de Treinamento.  E não digo só em qualidade, mas isolado da sede social do clube, no típico padrão europeu.

Não sou daqueles que batem palma para tudo que se pratica na Europa, mas em se tratando de futebol e, mais especificamente, profissionalismo, tiro meu chapéu. Se não sabem, por lá torcedores não possuem acesso aos treinos de seu time. O CT é fechado tanto para torcida como para jornalistas, salvo raras exceções. E apesar da Europa ser referência nesse quesito, não se faz necessário treze horas de vôo para essa constatação.  Basta uma ponte aérea de quarenta minutos para São Paulo e verá toda essa “privacidade” no CT Joaquim Brava, do Corinthians.  Ou você tem ouvido falar que o referido CT foi invadido por torcedores? Detalhe, até “ontem”, isso era algo corriqueiro no dia a dia do atual líder do Brasileirão.

Mas, enfim, enquanto não temos o tão sonhado CT, o que fazer para melhorar esse “time”? O que fazer para catar os cacos do destroço e levantar a cabeça?

Na última rodada, mais uma vez saímos de campo derrotados de forma vexatória, em pleno Maraca e diante da nossa torcida. Para que ninguém perca as contas, já são incríveis nove derrotas nos últimos quatorze jogos.  Apenas para ilustrar, trata-se da pior campanha do returno do Brasileirão. Retrospecto digno de time que figura na tão temida zona do rebaixamento ou que está fazendo por onde para figurar.

Diante de tantas peripécias que antecederam o jogo de quarta passada, só amantes do UFC ou do bom WWE para acreditar que socos e pontapés são suficientes para mudar a cara de um time. Em que mundo vivem esses vândalos? Preciso responder? Seria exagero compará-los a marginais? Por que jogar lata de bebida e agredir jogadores no aeroporto? Ou invadir treino e sala da diretoria, pichar e depredar o patrimônio do clube? Sinceramente, sou capaz de afirmar com propriedade que torcedor de verdade jamais faria isso.

Sei que esses “bandidinhos” não escutam ninguém, mas se quiserem uma sugestão, esgotem os ingressos do próximo jogo e lotem o Maracanã. Vaiem, chamem o time inteiro de mercenário e de pipoqueiro, a diretoria de burra e incompetente. Xinguem, gritem, esperneiem, pois apoiar e criticar é o verdadeiro papel da torcida. Mas, por favor, mas não venham colocar a integridade física e moral de pais de família em risco. Caso não goste dessa sugestão, tenho outra, organizem um movimento para não ir ninguém ao próximo jogo no Maraca.  Isso mesmo, nenhuma pessoa, para mostrar a esse bando que eles não merecem a torcida de um tricolor sequer. Enfim, se conselho fosse bom...

Tricolor, nossa torcida é linda, muito maior e melhor que tudo isso. Já provamos para todo mundo do que somos capazes em termos de festa e de apoio ao time. Então, ainda que concorde com sua indignação, não se deixe levar emocionalmente pelo desempenho dos últimos jogos; pela irresponsável manutenção do Enderson; pela falta de comando da diretoria; pelo fato da nossa zaga ser horrorosa; pela falta de planejamento nas contratações de R10 Wellington Paulista, Pierre, Oswaldo, Magnata e, por último, Jhonatam; pelo desempenho (ou falta dele) do Gerson; pela venda do Kennedy; etc.

Mesmo diante de tantas bizarrices, nada justifica a prática de nenhum tipo de violência. Nossa sociedade não pode tolerar atitudes similares.  Passou da hora de darmos um basta! Afinal, é público e notório que essas atitudes só servem para atrapalhar, desestabilizar e tumultuar qualquer ambiente. Esse tipo de pressão sobrecarrega e intimida qualquer pessoa e com os jogadores de futebol é a mesma coisa.  Situação completamente diferente ocorreu nas vezes em que o time foi abraçado pela torcida, por sinal, em momentos mais delicados e conturbados do que o atual, apelidando-o de “time de Guerreiros”. Por que não se utilizar de exemplos que contribuíram positivamente em um dado momento na história do clube?

No último jogo, o que presenciamos foi um time atordoado em campo, desestabilizado emocionalmente, onde mesmo não fazendo um primeiro tempo de encher os olhos, conseguiu neutralizar as principais jogadas do adversário e ainda ser premiado com um gol no final. Na volta do intervalo, um pênalti duvidoso a favor para guardar e correr para o abraço. Correto?  Errado! O que poderia ser o marco de uma retomada tornou-se o estopim de uma derradeira crise.

E o pior é que surge aquela estranha sensação, por conta de uma simples lembrança de algo que aconteceu rapidamente e que fica armazenada na memória de longo prazo, sem passar pela memória imediata, ou seja, uma lembrança de algo que você "não presenciou" e, ao presenciar “novamente”, você acredita já ter vivenciado aquele fato.  Então, tenho exatamente essa sensação ao “rever” este momento do Flu. A expressão usada para definir isso é “já visto” ou, se preferir, “Dejà Vu”.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Tremenda confusão







Primeiramente, gostaria de homenagear um pequeno grande tricolor, que tenho a honra de chamar de filho e o prazer de estar sempre ao seu lado, para o que der e vier, como nesses seis últimos anos (nossa, como o tempo voa!). Sei que sou suspeito, mas, na condição de fã número um, tenho que dizer que o muleque é craque de bola, arisco, habilidoso, invocado, rápido, dono de um ótimo passe, de um chute forte e certeiro, bom de grupo, amigo dos amigos, querido por todos, fantástico em tudo que faz, inclusive com a bola no pé.

Esse é Miguel, meu filho, minha inspiração eterna, meu motivo de busca incessante em melhorar como pessoa, de tentar ser merecedor de sua admiração. Obrigado meu filho por mudar minha vida de “ponta a cabeça”, por me ajudar a enxergar as coisas de outra forma, com mais leveza e irreverência.

Esse pequeno torcedor, mesmo ainda tão novo, já foi Bicampeão Brasileiro (2010 e 2012) e Campeão Carioca (2012). Poderia “tirar onda” com muita gente por possuir mais títulos de expressão que muitos times por aí. Esse garoto especial merecia, no mínimo, um presente de aniversário digno, do seu time do coração, e não aquela partida apática, sem brilho, sem gana, sem raiva nos olhos e com preguiça de ganhar, jogada contra o Sport, na arena Pernambuco, no último domingo.  Detalhe, o Sport vinha de dez jogos sem vitória. Que pena, meu filho.

Aliás, vendo o atual time do Flu, fico me perguntando: o nosso time tem o dom de ressuscitar defuntos? Parece que sim. Parece que não. Na verdade, parece tanta coisa, que não sei dizer mais o que parece. O que é mentira ou o que é verdade. O que é real e o que é surreal. Ficou confuso? Pois essa é a sensação que os torcedores tricolores têm ao ver o time em campo. Uma zaga que não consegue marcar o ataque adversário, um sistema defensivo que não consegue cercar, “morder”, forçar à quebra de passe, um meio de campo que não consegue trocar três passes. O time não possui uma aproximação entre os jogadores de meio, a linha de zaga se posiciona longe dos armadores, que por sua vez, isolam os atacantes e, com isso, a bola só chega à frente por meio de chutão. É chover no molhado, dizer que a zaga adversária leva uma enorme vantagem em jogadas desse tipo?

Precisa ser um “expert” em tática, para observar que o básico a ser feito para tirar o time dessa “draga” não está acontecendo? Não é possível, Enderson! Em que mundo você está? Que você perdeu a mão do grupo, isso é público e notório. No entanto o mínimo para motivar e armar essa equipe dá para fazer. Ou a ideia é continuar perdendo pontos e sofrer no final do campeonato com o fantasma do rebaixamento? Seria interessante, também, perguntar se esses jogadores têm conhecimento de que o time está a onze jogos sem vitórias, dos quais perdeu oito e a apenas sete pontos do primeiro colocado da zona de rebaixamento.

Vou dar um “pitaco”, mesmo sem você pedir. Aproxime essas linhas, agrupe o time, coloque o Edson na frente da linha de zaga. Isso aumentaria a segurança dos nossos desorientados zagueiros, e melhoraria a qualidade do passe na saída das jogadas. Sem a bola bastaria sufocar o criador de jogadas do time adversário. Aumente a liberdade do Jean, ele possui um bom passe e chute forte, pode surpreender. Dê liberdade total para o Gustavo Scarpa, ele é o nosso jogador cerebral, dita o ritmo do time. Faça-o flutuar entre as linhas de zaga e meio dos adversários. Peça-o que dê o primeiro bote no volante adversário, atrapalhando-o desde início na criação das jogadas. Pare de insistir com o Gerson, já deu, ele “já foi embora do Fluminense”. Providencie o retorno do Vinícius à equipe, abra-o na ponta esquerda, o Marcos Júnior na direita, ambos tendo obrigações táticas de recompor o meio campo e acompanhar os laterais. Com a bola, mande o time ir para dentro, ousar, jogar futebol, se aproximar do Fred, tanto pelas laterais como em diagonal para o meio, tentando ajudar Scarpa na criação. Lateral só sobe um de cada vez. Nada muito diferente do que esse mesmo time fazia no início da competição.  Logo, não consigo acreditar que seja tão difícil.

Boatos correm pelos corredores das laranjeiras que R10 e Cícero não serão mais aproveitados esse ano. Entrevista concedida por Fred aumenta ainda mais essa possibilidade, ao disparar que “quem estiver afim sobe nesse trem, quem não estiver, já vai tarde” O próprio Enderson já teria declarado que eles não fazem parte de seus planos. Se confirmado os boatos, a meu ver, acho no mínimo prematuro descartá-los agora, uma vez que possuem qualidades. Apesar de difícil, quem sabe um treinamento a parte, aprimorando a parte física, poderia criar uma possibilidade futura. O mesmo deve acontecer com o recém-contratado Jhonatam, lateral direito revelado pelo Cruzeiro, atualmente na Inter de Milão (ITA), sem jogar a quase um ano, mais um que chega fora de forma e sem ritmo no meio de toda essa confusão.

Se precisar de ajuda, Enderson, pode contar comigo ou até mesmo com o Miguel. Afinal, meu filhote, mesmo aos seis anos, tem falado sobre o time do Flu com muito mais propriedade e conhecimento que você. Pode acreditar.

Por fim, apesar do longo e tenebroso inverno, continuo esperanço.  Ainda confio que, com ou sem o Enderson, novos ventos estão por vir e nos soprarão de volta ao caminho das vitórias.  Quem sabe até a uma vaga no G4.  E se essa vaga na Libertadores vier, o Fluminense estará se redimindo do que fez no último domingo e, ainda que atrasado, presenteando à altura o nosso aniversariante.