segunda-feira, 25 de abril de 2016

A maré está do lado do nosso peixe predileto

                                   
Mais uma vez o Vasco ganha do Flamengo, aumentando para 9 partidas sem derrotas para o rival. Antes porém desse recente regojizo o Urubu já maltratara muito o Bacalhau. Parece até coisa do profeta gentileza, lançando uma corrente positiva para tentar retribuir ao cruzmaltino as enormes felicidades conquistadas pelo Mengão em cima do adversário nos últimos 30 anos, afinal "gentileza gera gentileza". Foram 7 títulos, que consolidaram o Vice da Gama, mas a maré não está mais para peixe...ficando escasso o bacalhau no prato dos rubro-negros.

Os vascaínos estão em êxtase, os rubro-negros cabisbaixos, mas ainda não chegaram ao fundo do poço, como aconteceu com os rivais. E digo isso porque não sai da minha memória o título do tricampeonato carioca de 2001. Na derradeira partida o Flamengo precisava de ganhar por 2 gols de diferença, tendo um time inferior em qualidade técnica. O Vasco já tinha sido bi-vice consecutivo para o rival e parecia caminhar para revidar as recentes conquistas. Os torcedores do time de São Januário estavam confiantes, outros ainda ressabiados. Quando tudo caminhava para uma vitória por 2 a 1 para o Fla, e o título para o Vasco, veio aquela derradeira falta aos 43 minutos do segundo tempo, que Pet cobrou com perfeição, lance que se eternizou na memória dos amantes do futebol, assim como aquele gol de barriga de Renato Gaúcho.

Estava assistindo essa partida no Barkana, em Niterói, junto com amigos rubro-negros e cruzmaltinos. Nem cheguei a ver o gol direito, dada a gritaria e pulos daqueles que assistiam pela TV Globo, quando via por um televisão com um certo delay na transmissão. A alegria de uns constrastava com a incredulidade de outros. O ápice da desesperança veio de um amigo Vascaíno, trajando uma camisa do último título do Vasco sobre o rival (1988), na esperança que as energias da lembrança ajudassem à conquista do título. Cabisbaixo decidiu bradar a altos pulmões que não torceria mais para aquele time vagabundo, de merda, entre outros xingamentos... jogando sua camisa ao chão e pisoteando-a. Os torcedores do mais querido vendo aquela cena pegaram o trapo do chão e tocaram fogo, saindo em procissão pelas ruas da antiga capital Fluminense. Ainda bem que o torcedor, no auge da sua paixão, deixou de pagar sua promessa, pois ainda que tardiamente conseguiu ver, de forma breve, retrospecto positivo de seu clube contra o adversário. Porém, falta quebrar a longínqua escrita de títulos em cima do rival, pois reconheço que sabor melhor não há.....

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