Nos séculos
XVIII e XIX, iniciou-se na Inglaterra a era das Revoluções Técnicas e
Científicas que, por coincidência, neste mesmo país, surgiu a maior paixão que
o Universo já contemplou (salvo o nascimento de Cristo), o Futebol.
Mas qual a
relação entre a Revolução Técnico e Científica e o Futebol?
Veja-se. Desde o
tempo em que o esporte bretão chegou ao Brasil, inúmeras foram as mudanças, como
por exemplo, os jogadores, as regras e, com o tempo, os avanços tecnológicos.
Tanto nos gramados quanto fora deles, as inovações foram muitas de lá pra cá,
como a utilização de materiais esportivos cada vez mais modernos, capazes de
aumentar a produtividade em campo ou como os avanços na medicina esportiva, com cirurgias, agora simples, de reconstrução de ligamentos e tendões,
reduzindo e muito o tempo de recuperação destas lesões, e aumentando a capacidade física dos atletas.
Agora já é
possível voltar à pergunta acima.
Assistindo a uma
partida de tênis, esporte que tenho como sexta paixão, ficando atrás somente da minha família, da cerveja, do futebol, dos amigos e de minha avó Fia (não necessariamente
nessa ordem - rs), percebi o quanto seria útil o uso de certas tecnologias em uma
partida de futebol, assim como há no tênis, com o pedido de desafio, no qual o atleta interrompe a partida, questiona
a marcação do árbitro e pede para rever o lance marcado
com a utilização de imagem.
No futebol, claro,
não seria tão simples, mas com o aumento exponencial da quantidade de câmeras em campo,
transmitindo as partidas com riqueza de detalhes, os erros de arbitragem se
tornaram cada vez mais perceptíveis. E,
em um país como o Brasil, onde a corrupção reina em várias esferas (máfia do
apito, ex-presidente da CBF sendo preso, estádios de copa do mundo superfaturados, etc.), tais
inovações poderiam ajudar em lances que muitas vezes se mostram tendenciosos. E isso, sem dúvida, tenderia a diminuir ou até mesmo acabar.
Para muitos estudiosos, apreciadores e torcedores
mais tradicionais, o uso da tecnologia, surgida no século XVIII e aperfeiçoada a cada ano, poderia significar o fim da verdadeira essência do futebol, que são as discussões, os debates e as
famosas zoações, o que acaba por dificultar sua implantação.
O fato é que a tecnologia pode ajudar nas
falhas humanas, suprir o despreparo dos árbitros ou impedir manobras daqueles que os escalam. No entanto, como isso parece ser uma realidade um pouco distante, caberia a “nós” uma outra revolução (tamanha seria a evolução), mas não tecnológica e sim de mudança de postura, de atitudes mais respeitosas e de aplicação dos valores recebidos (ou que deveriam ser recebidos) no berço. Algo que independe da utilização de qualquer tecnologia.

Boa Mateus... Os neandertais que comandam o futebol precisam entender que é um caminho sem volta...
ResponderExcluirA tecnologia tem que favorecer o espetáculo. A dúvida não enriquece em nada o futebol, apenas polemizando e prejudicando as equipes. O chip na bola e o apito quando a mesma atravessa a linha do gol, por exemplo, (tecnologia utilizada na Copa do Mundo) deveria fazer parte de todos os campeonatos.
ResponderExcluirE assim nosso grupo de Zap-Zap acabaria.... Sem polemicas, sem grupo! kk
ResponderExcluirNunca que a polemica eh a essencia do futebol! A essencia eh o drible, o gol...
ResponderExcluirEntão por que polemizar, Shao. Dribla essa...rs
ExcluirBoa Mateus, ótimo post...
ResponderExcluirAcredito que a tecnologia é inevitável para o bem do espetáculo.
Pode ajudar e muito a vida dos árbitros, que por eles estam uns chatos, intocáveis, nem falar com eles podem...
Muita autoridade.
Mateus, ótimo texto. A aplicação de novas tecnologias já demonstrou ser de suma importância para todos os esportes. Não se pode haver um romantismo exacerbado ao ponto de acreditar que no futebol só seria capaz de prejudicar. Mas concordo com o final, isso parece ser uma realidade um pouco distante. Ainda. Parabéns!
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